A comissão de mediação formada por representantes civis de Apurímac pediu nesta segunda-feira ao líder do movimento ultranacionalista Etnocacerista, Antauro Humala, que retome o diálogo e deponha as armas como tinha anunciado.
O prefeito de Andahuaylas, Julio Huaraca Ramírez, advertiu que -a qualquer momento pode haver um problema- relacionado à negativa do ex-militar de entregar suas armas.
Huaraca pediu à população que se afaste das redondezas da delegacia para evitar que haja mais mortos.
Humala, que está à frente dos 150 "etnocaceristas" que tomaram a delegacia de Andahuaylas no dia 1 de janeiro para pedir a renúncia do presidente Alejandro Toledo, anunciou hoje que suspenderia o diálogo com a comissão e que só entregaria as armas à Defensoria do Povo.
O ministério do Interior respondeu imediatamente com o anúncio de que pretende restabelecer a ordem e que responsabilizará Humala e seus seguidores pelo que possa vir a acontecer.
Quatro polícias morreram no domingo em uma emboscada feita pelos ultranacionalistas, e outros dez permanecem detidos como reféns dentro da delegacia tomada.
O prefeito disse a Humala que a comissão espera que ele se disponha "a chegar à paz e à tranqüilidade" em Andahuaylas.
O vice-prefeito de Andahuaylas, Waldo Valenzuela, pediu ao líder rebelde que faça valer sua autoridade entre os "etnocaceristas" e que cumpra a entrega das armas, como prometido ontem, domingo.
Valenzuela disse que Humala "tem um pensamento errado que não se ajusta à realidade do Peru, aproveitando-se das diferenças sociais" do país andino.
O ministério do Interior comunicou que é iminente o início das ações de recuperação da delegacia, ante a negativa de Humala de entregar as armas e abandonar a delegacia.
O major reformado lançou sua ação armada pedindo a renúncia do presidente peruano, Alejandro Toledo, o que foi rejeitado por diversos setores políticos.