A comissão que investigou os atentados de 11 de setembro de 2001 afirma que deliberadamente não emitiu opiniões sobre a guerra do Iraque em seu relatório final, porque esse não era o objetivo de suas pesquisas.
O grupo bipartidário de dez membros - cinco democratas e o mesmo número de republicanos -, entregou seu relatório de 567 páginas na quinta-feira passada depois de 20 meses de investigações sobre os atentados de 11-9, nos quais morreram quase 3.000 pessoas em Nova York, Pensilvânia e Washington.
Nesse documento indica-se que não se têm evidências de vínculos entre a rede terrorista Al Qaeda, à qual a Casa Branca responsabiliza pelos atentados de 11-9, e o derrubado governo iraquiano de Saddam Hussein.
À margem dessa referência ao Iraque, a comissão não emite julgamentos sobre a invasão militar americana nesse país árabe que começou em 20 de março de 2003, porque não estava entre seus objetivos.
Um dos membros desse grupo, o democrata Richard Ben-Veniste, garantiu que a guerra no Iraque não podia ter sido discutida sem se dedicar divisões, segundo informa hoje, domingo, o jornal "The Washington Post".
O jornal acrescenta que o ex-diretor de luta contra o terrorismo da Casa Branca, Richard Clarke, criticou a operação militar no Iraque como uma distração da guerra contra a Al Qaeda.
Em seu relatório, a comissão responsabilizou os serviços de espionagem americanos de grandes falhas que permitiram a realização dos ataques de 11-9, e recomendou sua reestruturação.