Rio de Janeiro, 20 de Maio de 2026

Comissão mantém moratória de caça a baleias

Sexta, 24 de Junho de 2005 às 12:22, por: CdB

O encontro anual da Comissão Internacional Baleeira (CIB) foi encerrado nesta sexta-feira na Coréia do Sul sem o fim da moratória, defendida por países como o Japão e a Noruega, que proíbe a caça de baleias para fins comerciais. A moratória está em vigor há 19 anos.

Mas uma brecha nas regras da convenção, que não controla a caça de baleias para fins de pesquisa, fará com que esses países possam, segundo estimativas, matar um número recorde de baleias em 2006: 2,5 mil.

Apesar da derrota relacionada à moratória, o Japão se disse satisfeito com o resultado da conferência, afirmando que conseguiu mais apoio entre os 66 países que fazem parte da comissão - o que pode, segundo representantes japoneses, reverter o quadro no futuro.

O fato de o país caçar baleias alegando finalidades científicas foi criticado por ambientalistas que acham a idéia apenas um pretexto para comercializar a carne.

- Nós estamos felizes com o resultado e pretendemos levar adiante a proposta (de fim de moratória) buscando mais apoio - disse Joji Morishita, líder da delegação do Japão.
Veja imagens das baleias mais ameaçadas

Apesar da frustração pela ausência de acordos, os ambientalistas também disseram-se satisfeitos por terem conseguido neutralizar uma tentativa de "tomada de poder hostil" por parte do Japão durante o encontro.

- Conseguimos continuar com a nossa maioria, que apóia a moratória - disse Chris Carter, ministro da Conservação da Nova Zelândia.

Durante a conferência, no entanto, houve um apoio praticamente generalizado para a realização de uma revisão da convenção internacional em vigor. O que todos os lados envolvidos aparentemente concordam é que a convenção baleeira precisa de mudanças.

- As leis são antigas e ficaram complicadas de cumprir na maioria dos países. É importante que tenhamos um controle moral e sanções - afirmou Giuseppe Raphorst.

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