O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Roberto Santiago (PV-SP), se reúne hoje com o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sinitária (Anvisa), Dirceu Aparecido Barbano, para debater as normas para a importação de produtos com risco de contaminação por radiação no acidente nuclear ocorrido no Japão. Esta será a segunda reunião deles para tratar do assunto.
Na primeira reunião, em 28 de abril, ficou definido que a Anvisa deveria criar normas específicas para essas cargas. Entre os problemas encontrados pela comissão está a falta de medidores de radiação.
Os parlamentares apuraram que o Brasil conta com apenas três desses medidores, todos eles no Porto de Santos, que tem 14 terminais. Outro problema apontado é que, se uma carga radioativa for identificada já em um porto nacional, a responsabilidade de isolá-la passa a ser do Brasil. “Para onde no País destinaríamos carga nuclear rejeitada?”, questiona Santiago. Ele explica que a fiscalização precisa ocorrer antes do navio chegar à doca.
Roberto Santiago sugere que o Brasil atue no caso da mesma forma que já trabalha com o gado contaminado por febre aftosa. Ele lembra que o próprio Estado japonês já isolou suas áreas de risco. “Precisamos isolar essa carga até que o risco seja descartado, assim como a União Européia fez”, explica.
Os primeiros navios com alimentos vindos do Japão após o acidente devem chegar ao Brasil em 1º de junho.
A reunião será realizada às 18 horas, na sala da presidência da comissão.