Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Comissão diz que Al-Qaeda prepara novo ataque aos EUA

Quarta, 16 de Junho de 2004 às 08:49, por: CdB

A rede terrorista Al Qaeda mudou drasticamente desde os ataques de 11 de setembro, mas continua tentando realizar ações nos Estados Unidos que resultem em um grande número de vítimas, afirmou nesta quarta-feira a comissão encarregada de investigar os ataques de 2001.

Em um relatório intitulado "Overview of the Enemy" (perfil do inimigo), a comissão apresentou a história detalhada da rede Al Qaeda, comandada por Osama bin Laden e acusada de ser a responsável pelos ataques contra Nova York e Washington nos quais morreram cerca de 3.000 pessoas.

Apesar de a rede extremista ter ficado menos centralizada desde então, a Al Qaeda ainda ajuda redes regionais a realizar atentados terroristas e dá assistência nas áreas de treinamento e custeamento.

"A Al Qaeda continua extremamente interessada na realização de ataques químicos, biológicos, radiológicos e nucleares", afirmou o relatório, divulgado nos dois dias finais das audiências convocadas para avaliar por que os EUA não conseguiram evitar os ataques de 11 de setembro e o que podem fazer para aumentar a segurança dentro do território nacional.

Segundo o painel, a capacidade da Al Qaeda de realizar um ataque com o agente antraz é uma das ameaças mais imediatas aos EUA. A rede pode tentar ainda realizar um ataque químico usando produtos industriais ou atacando uma fábrica ou um carregamento de materiais perigosos.

"As autoridades da área de inteligência esperam uma continuação na tendência de ataques cada vez mais mortais", afirmou o documento. A comissão disse também que a Al Qaeda pode mudar suas "táticas tradicionais" a fim de evitar que seus agentes sejam detidos pelas forças de combate ao terrorismo.

O relatório foi divulgado nos dois últimos dias das audiências públicas convocadas para discutir o custeamento, o planejamento e a execução dos ataques de 11 de setembro.
O FBI (polícia federal dos EUA) e a CIA (agência norte-americana de inteligência) ainda devem testemunhar sobre a rede militante.

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