Deputados da Comissão de Defesa do Consumidor vão debater a atuação da empresa Serasa Experian no Brasil. Na reunião, também vai ser discutido como o consumidor tem se comportado diante do aumento do crédito. O deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), que sugeriu a realização do debate, afirma que muitas pessoas cujos nomes foram negativados na Serasa continuam com o “nome sujo” mesmo depois de pagar os débitos, porque a empresa demora a atualizar as informações em seu cadastro. O deputado compara a situação do consumidor à de um presidiário: - A gente vê hoje, no sistema carcerário, pessoas presas há 10, 15 anos, que já cumpriram sua pena e que precisam ser soltas, mas o sistema carcerário as mantém presas. É exatamente o que está acontecendo com o sistema da Serasa. As pessoas já pagaram, já cumpriram o seu dever e continuam impossibilitadas de ter crédito. A Serasa atua em todos os estados brasileiros. José Carlos Araújo destaca que a empresa possui o maior banco de dados da América Latina sobre consumidores, empresas e grupos econômicos. Ela responde a mais de 4 milhões de consultas por dia, feitas por aproximadamente 400 mil clientes diretos e indiretos. Em 2007, o controle acionário da Serasa foi adquirido pelo grupo irlandês Experian Group PLC. Recentemente, de acordo com Araújo, a Serasa tem operado por meio de franquias nos estados. Na opinião do deputado, isso também precisa ser analisado pela Comissão de Defesa do Consumidor. - A notícia que nós temos é que a Serasa começou a vender franquia. Não é a Serasa que opera em todos os estados. Antigamente, quem operava era a Junta Comercial, era um órgão de classe que tinha todo o interesse de que isso funcionasse. Hoje, não. Hoje virou uma grande empresa: a galinha dos ovos de ouro. E nós temos que, realmente, ver como é que isso funciona, se esse modelo está certo, se está errado. Em nota, a Serasa Experian disse que está à disposição do Congresso Naconal para explicar sua atividade. A empresa também diz que, - como entidade de caráter público, pauta-se por uma postura de transparência. Por isso, vê a audiência pública como uma oportunidade de ampliar ao Legislativo o entendimento do papel e da atividade dos bancos de dados. Devem ser convidados para participar do debate na Comissão de Defesa do Consumidor o presidente da Serasa, Ricardo Loureiro; a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva; e um representante do Ministério da Fazenda. A data da audiência ainda não foi definida.
Comissão discutirá atuação da Serasa e venda de franquias da empresa
Deputados da Comissão de Defesa do Consumidor vão debater a atuação da empresa Serasa Experian no Brasil. Na reunião, também vai ser discutido como o consumidor tem se comportado diante do aumento do crédito.
Terça, 23 de Agosto de 2011 às 06:06, por: CdB