Rio de Janeiro, 03 de Maio de 2026

Comissão de saúde da Alerj vistoria Souza Aguiar

Terça, 25 de Outubro de 2005 às 10:58, por: CdB

O Hospital Souza Aguiar recebeu mais uma vistoria dos representantes da comissão de saúde da Assembléia Legislativa (Alerj), nesta terça-feira.

A comissão constatou a falta de médicos e medicamentos na farmácia do hospital. Segundo um dos membros da comissão, uma liminar expedida no dia sete de outubro obriga o prefeito César Maia a convocar para o trabalho 2.059 profissionais de saúde aprovados em concurso público.

Desde agosto todos os pedidos de remédio encaminhados pela direção do Souza Aguiar à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foram negados.

Representantes da comissão de saúde fizeram imagens na segunda-feira, durante uma vistoria, que mostram as prateleiras da farmácia vazias.

Segundo o presidente da Comissão de Saúde da Alerj, deputado Paulo Pinheiro (PPS-RJ), três cirrugias foram canceladas e oito pacientes transferidos por causa da falta de antibióticos:

- Os médicos da neurocirugia e da ortopedia não concordaram em operar sem os antibioticos para garantir a vida dos pacientes - afirmou.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que enviou uma equipe da própria secretaria para atuar em conjunto com a administração do hospital.

Segundo a secretaria, as dificuldades foram causadas pela descentralização financeira das unidades de saúde.

Sobre a falta de medicamentos, a prefeitura admitiu que há desabastecimento e explicou que um problema burocrático com os fornecedores teria atrasado a entrega dos produtos.

A secretaria informou que até o fim desta semana o fornecimento estará normalizado.

A falta de pelo menos 300 tipos de medicamentos levou os médicos doSouza Aguiar a suspender parte do atendimento a partir desta terça.

Apenas os pacientes em estado grave são recebidos na unidade, que cancelou todas as cirurgias eletivas até que o abastecimento de remédios seja normalizado pela prefeitura.

Além de decidir atender apenas pacientes em situação grave, os médicos pediram aos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que evitem levar doentes para o Souza Aguiar.

Caso o impasse persista, os deputados da comissão de saúde da Alerj vão pedir ao Ministério Público estadual que entre com uma ação contra a prefeitura.

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