Deputados da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara se reuniram nesta quinta-feira (31) com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que falou sobre a expectativa de uma inflação um pouco superior a 5% em 2011. Esta foi a primeira reunião deste ano da Comissão de Finanças com a diretoria do Banco Central. A ideia é tornar os encontros periódicos.
De acordo com o presidente da comissão, deputado Cláudio Puty (PT-PA), Tombini disse que a inflação está sendo impactada por um aumento temporário das commodities, ou seja, dos preços de produtos primários definidos pelo mercado internacional.
“São tempos de difícil combate à inflação por causa da incerteza internacional com o preço das commodities e, obviamente, há um aquecimento da demanda muito forte aqui no Brasil, uma economia que cresce”, disse Cláudio Puty.
Segundo o deputado, o Banco Central espera maior pressão inflacionária no primeiro semestre, por causa do efeito do preço das commodities. Ele afirmou, no entanto, que a expectativa do BC é de arrefecimento da inflação a partir do terceiro trimestre. “Quando se tirar este efeito da inflação no início do ano, vai haver uma convergência para a meta", declarou.
Em 2010, a inflação ficou acima da meta central de 4,5%, registrando 5,91% pelo IPCA.
Reservas internacionais
Tombini também foi questionado pelos deputados sobre o alto custo das reservas internacionais brasileiras, já que o dólar está em ritmo de queda. Segundo Puty, o presidente do Banco Central afirmou que o tamanho das reservas, hoje superior a 300 bilhões de dólares, é moderado em comparação com o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. E ressaltou que as reservas são necessárias por serem uma precaução contra eventuais crises externas.
Edição - Pierre Triboli