O ex-diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Daniel Tabak, foi ouvido nesta terça-feira pela comissão externa que apura denúncias de irregularidades na lista de espera por transplantes. Ao pedir demissão do cargo, em janeiro, o médico denunciou interferência política na escolha de pacientes em busca de transplantes de medula óssea.
O coordenador da comissão, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), é defensor de maior transparência no setor para acabar com qualquer tipo de favorecimento.
- É importante esclarecer tudo para que a lista de transplantes seja respeitada. Ninguém pode passar na frente porque tem mais recurso ou tem padrinho político - afirmou.
Na última sexta-feira, o ministro da Saúde, Humberto Costa, demitiu dois funcionários do setor de transplantes após receber o resultado de sindicância que apurou as denúncias no Inca. Após ouvir Tabak, a comissão pretende convocar o secretário de Atenção à Saúde, Jorge José Solla, em data ainda a ser marcada.