Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Comércio na internet fatura R$ 8,2 bi em 2008

O ano de 2008 foi agitado para o comércio online. De acordo com a revista eletrônica e-bit, empresa especializada no setor, a prévia do que foi o faturamento nominal do ano é de R$ 8,2 bilhões, valor 30% superior a 2007. Esse número torna-se ainda mais relevante se lembrarmos que neste ano que se passou, uma grave situação de crise financeira esteve iminente em nossa economia. (Leia Mais)

Quinta, 12 de Fevereiro de 2009 às 15:18, por: CdB

O ano de 2008 foi agitado para o comércio online. De acordo com a revista eletrônica e-bit, empresa especializada no setor, a prévia do que foi o faturamento nominal do ano é de R$ 8,2 bilhões, valor 30% superior a 2007. Esse número torna-se ainda mais relevante se lembrarmos que neste ano que se passou, uma grave situação de crise financeira esteve iminente em nossa economia. Porém, no e-commerce, os efeitos não chegaram a contribuir com forte queda no balanço.

Para o diretor geral da e-bit e Vice Presidente de Estratégia da camara-e.net, Pedro Guasti, o consecutivo crescimento anual do setor deve-se à esperteza do consumidor online:

– O e-consumidor está cada vez mais atento às possibilidades no canal web. É um meio que oferece múltiplos tipos de informação para os usuários, que acabam se sentindo mais seguros. Esse é um comportamento que vem mostrando evolução ano a ano, pois muitos já tiveram uma experiência de compra pela internet – afirmou.

Ainda segundo Guasti, a confiança que a internet vem recebendo de seus usuários é uma importante aliada à elevação dos números:

– A confiança do consumidor nas transações online demonstra que o segmento tem cada vez mais credibilidade junto ao público, que procura sanar todo o tipo de dúvida antes de efetuar sua compra. Esse ano, por causa da crise, esse processo tornou-se ainda mais explícito – disse.

Para o diretor da e-bit, outro aspecto que favorece a evolução do setor é a gradativa profissionalização das lojas.

– De uma forma geral, as lojas estão agindo de forma mais profissional e planejada, tanto no quesito de estoques de produtos, prazos de entregas de mercadorias, quanto na governança de maneira geral – pontuou.

Outro importante ponto a ser ressaltado é a entrada de grandes redes varejistas que, com elas, trouxeram novos públicos para o comércio eletrônico.

– A fidelidade de alguns consumidores faz com que eles associem a marca da loja física a da loja virtual e, chegando ao portal esse consumidor irá se deparar com melhores preços e condições de pagamento, possibilitando a volta daquele consumidor naquela loja – explica Guasti, que classifica esse fator como mais um dos motivos para o crescimento do canal em 2008.

O tíquete médio do setor fechou em R$ 328. Dentre todos os períodos do ano, o mais lucrativo foi, novamente, o Natal, que registrou vendas de R$ 1,25 bilhões com o tíquete médio em torno de R$ 346.

E se 2008 foi bom, a perspectiva do para 2009, apesar da crise, também será positiva. Principalmente se compararmos o crescimento do Brasil com o dos Estados Unidos. Enquanto aqui o crescimento foi de 30%, o comércio eletrônico norte-amerciano, segundo o eMarketer, cresceu apenas 7%, gerando um faturamento de U$ 136 bilhões. Mesmo com uma previsão menor se comparada aos anos anteriores, o comércio pela internet deve alcançar a marca inédita de dois dígitos de bilhão de faturamento, crescendo nominalmente entre 20% e 25% em relação a 2008, alcançando, pelo menos, R$ 10 bilhões.

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