As exportações e as importações da China recuaram mais de 20% em fevereiro, segundo informou o jornal 21st Century Business Herald nesta sexta-feira, citando uma fonte anônima. Huang Huahua, governador da província de Guangdong, também informou que o comércio internacional da região caiu 20% em fevereiro, após uma queda de 31% em janeiro. A fonte do 21st Century Business Herald calculou que baseado nessas quedas percentuais, o superávit comercial da China deve ter recuado para US$ 7 bilhões em fevereiro, ante US$ 39,1 bilhões em janeiro.
Se confirmados, os números marcarão uma aceleração na queda das exportações do país e o quarto mês de declínio das vendas externas e das importações. As exportações em janeiro caíram 17,5% e as importações declinaram 43,1%, ambas na comparação com igual período de 2008.
Otimismo
Nesta manhã (horário de Brasília), a China forneceu aos mercados uma dose de otimismo, informando que sua economia está se recuperando e prometendo uma ação rápida para absorver o choque da crise financeira global e da recessão nos países industrializados. Autoridades chinesas disseram que os estímulos fiscais e monetários concedidos estão devolvendo o fôlego à terceira maior economia do mundo, que foi abatida pela queda das exportações.
Os comentários sugerem que Pequim não vê necessidade de aumentar seu atual plano de investimentos de quase 600 bilhões de dólares.
– Os dados econômicos estão se estabilizando e se recuperando, o que demonstra que as políticas começaram a mostrar impacto – disse o presidente do banco central, Zhou Xiaochuan, em entrevista coletiva.
Zhou disse que a China aprendeu a lição de outros países de que uma resposta fraca à crise adia a retomada da confiança. O presidente do BC chinês fez os comentários um dia após o primeiro-ministro do país, Wen Jiabao, dizer que o país aumentará seus gastos neste ano para alcançar a meta de crescimento de 8%, mas não anunciou nenhum valor a mais para o plano de estímulo.