Criatividade é a palavra-chave para os pequenos empreendedores que desejam participar do comércio eletrônico e disputar clientes com os grandes varejistas presentes na rede (e-varejistas). A avaliação é do gerente de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio de Janeiro (Sebrae/RJ), Marcelo Weber.
A unidade do Rio está desenvolvendo para o Sistema Sebrae uma Bolsa de Negócios voltada aos pequenos empreendedores. O novo portal abrigará empresas de todo o país, das áreas de comércio, indústria e serviços. Ali, as empresas farão ofertas e demandas de produtos e serviços. Em uma segunda etapa, que será lançada em 2011, o portal passará a ser também um local de negociações entre as próprias empresas.
Para os micro e pequenos empreendedores que desejam ingressar no comércio eletrônico, o e-commerce, o Sebrae/RJ desenvolveu uma cartilha denominada A Internet como Ferramenta de Negócios.
– É uma cartilha explicativa, que mostra todo o be-a-bá para que a micro e a pequena empresa possam lançar-se no mundo virtual – disse.
Além disso, a entidade promove em todo o país, em conjunto com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), palestras e seminários para capacitação de pequenos empresários para atuação no comércio virtual.
Segundo Weber, o comércio eletrônico tem crescido de forma acentuada entre os micro e os pequenos empreendedores. Ele destacou que os portais de lojas virtuais são uma boa alternativa para que esses empresários possam tornar seus produtos conhecidos e efetuar bons negócios, concorrendo com grandes redes que já operam na internet.
– Mas, desde que focalizem o nicho certo de seus clientes – advertiu.
Segundo o gerente do Sebrae/RJ, 70% do universo das micro, pequenas e médias empresas brasileiras ainda não estão no comércio eletrônico, nem desenvolvem qualquer tipo de ação ou de divulgação de seus produtos na internet.
– Aquelas que pulam na frente, conseguem credenciar-se no (buscador da web) Google, deixar seu endereço bem aparente para eventual busca de produtos – repara.
Weber acredita que as lojas virtuais são uma boa saída para pequenos empreendedores brasileiros, como artesãos, por exemplo. Ele ressaltou, porém, que a opção pela internet deve ser feita de forma correta, gradativa e obedecendo a alguns pré-requisitos.
– Os e-varejistas têm que ter uma boa logística para entregar os produtos e um sistema de relacionamento com os clientes por meio de e-mail ou marketing ou enviando
informativos da empresa, para que os clientes voltem na sua loja virtual depois – disse.
Uma opção, segundo ele, é o pequeno empreendedor participar de um portal de lojas virtuais inicialmente, onde pode vender produtos e serviços e, uma vez tendo sucesso, migrar para o mercado livre e abrir o seu próprio site na internet.
– A pequena empresa tem que ter esse tipo de criatividade. Ela vai criar algo que não tenha no mercado, porque hoje você pode comprar na internet desde um livro até carros. Então, tem que ser usada uma forma criativa para você poder concorrer com uma grande empresa na web também. E dá para concorrer – garantiu.
e-Artesanato
O comércio eletrônico ou e-commerce, como é conhecido mundialmente, também pode ser uma boa saída para a realização de negócios por micro e pequenos empreendedores, como artesãos. A afirmação foi feita pelo diretor executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), Gerson Rolim.
– Nós enxergamos o comércio eletrônico como uma excelente e gigantesca oportunidade de negócios para o micro, pequeno e médio empresário. E o artesão, certamente, encontra-se nesse rol de empreendedores, principalmente se esse pequeno empreendedor tem foco em um mercado de nicho, que é o perfil do artesão, que trabalha em um produto específico que acaba sendo regional – disse.
A camara-e.net tem observado um crescimento acelerado do comércio eletrônico no Brasil, que este ano deverá aumentar 40% em relação ao faturamento do ano passado, de R$ 10,5 bilhões. Rolim destacou que o e-commerce traz também ferramentas - os portais de comparação de preços - que permitem aos consumidores ter instantaneamente a informação de onde comprar pelo menor preço possível. Para ter competitividade de preços com os grandes varejistas online, Rolim recomendou que os pequenos empreendedores deem prioridade a uma produção diferenciada.
As lojas virtuais, como o portal Tanlup - que em 14 meses de lançamento já tem 1,4 mil pequenos empreendedores associados de artesanato e moda, são uma tendência mundial, admitiu o diretor executivo da camara-e.net:
– Para o pequeno (empreendedor), que tem mercado limitado ao bairro ou à microrregião onde atua, ele rompe essas barreiras geográficas por meio da internet. Ele passa a poder atender a todos os municípios do seu Estado e, numa situação mais abrangente, (atende) o Brasil inteiro e até fora do país.
Em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e os Correios, a camara-e.net realiza um trabalho de sensibilização e capacitação dos micro, pequenos e médios empreendedores para o comércio eletrônico. O evento ciclompe.net faz essa capacitação. Rolim assegurou que os negócios feitos por meio do e-commerce nessas lojas virtuais são seguros para os consumidores. Para reduzir experiências ruins nas transações pelo comércio eletrônico, a camara-e.net recomenda que os consumidores comprem de lojas e marcas conhecidas.
Para abranger os micro e pequenos empreendedores que ainda não têm marcas conhecidas, a entidade e as associações comerciais estão se preparando para lançar, ainda neste semestre, um selo de qualidade na internet.
– Assim como o e-consumidor tem uma cartilha de boas práticas para seguir, para minimizar ao máximo o risco de ter uma experiência ruim online, também existem boas práticas de segurança a serem seguidas pelo e-varejista – observou Rolim.
A certificação permitirá à câmara indicar que os consumidores podem comprar dos pequenos empreendedores que tenham um selo de qualidade homologado pela entidade e pelas associações de comércio. Ele garantiu que o Brasil tem hoje um grupo de empresas que prestam serviços de pagamento para o comércio eletrônico com segurança, que “mitigam a quase zero o risco da transação online". Um desses sistemas é o PagSeguro, associado da camara-e.net, utilizado pelo portal Tanlup.
Rolim avaliou que o êxito desse mercado de lojas virtuais se deve ao fato de o portal lançar mão de ferramentas seguras que, de um lado, facilitam a vida do e-varejista e, de outro, aumentam a segurança da transação. Os sistemas de pagamento eletrônico se responsabilizam pelo risco da operação, esclareceu.
– O mercado está se profissionalizando e o sistema que atende o comércio eletrônico no Brasil está maduro a ponto de começar a exportar know-how para países vizinhos – afirmou.
Os consumidores podem obter maiores informações ou tirar dúvidas sobre a segurança no e-commerce no site Movimento Internet Segura, uma prestação de serviço público.
Comércio eletrônico é opção para pequenos empresários
Criatividade é a palavra-chave para os pequenos empreendedores que desejam participar do comércio eletrônico e disputar clientes com os grandes varejistas presentes na rede (e-varejistas). A avaliação é do gerente de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio de Janeiro (Sebrae/RJ), Marcelo Weber.
Domingo, 08 de Agosto de 2010 às 17:08, por: CdB