Para dar mais segurança a criadores e combater o comércio ilegal, o Conselho Nacional do Meio Ambiente criou novos critérios para conceder licenças a quem deseja criar animais silvestres. Todos os anos, 20 milhões deles são retirados ilegalmente da natureza.
Há 40 anos, o Ibama permite a criação de animais silvestres, mas agora uma nova resolução vai proibir o comércio de algumas espécies. A agressividade do animal e a possibilidade de fuga vão pesar na hora de o Ibama conceder uma licença para o futuro criador.
Na loja de animais, quando a pessoa vê um bichinho pequeno e bonitinho, acaba se interessando e leva para casa. O problema é que, alguns anos depois, o animal cresce muito. Então, o dono não sabe o que fazer e acaba soltando o bicho na natureza, o que provoca um desequilíbrio ambiental.
A tartaruga-tigre-d'água, que só era encontrada no Sul do país, se espalhou por vários estados do Brasil. Em Campo Grande, ela é encontrada até nos córregos que cortam a cidade. Já o macaco-prego e o papagaio, por exemplo, vão continuar sendo comercializados, assim como a arara-canindé.
Comprar animal silvestre sem autorização do Ibama, no entanto, é crime inafiançável. Com a nova resolução, especialistas acreditam que o futuro das espécies vai estar protegido. A lista de espécies que vão poder ser comercializadas será divulgada em até seis meses pelo Ibama.
Comércio de animais silvestres terá regras mais rígidas
Terça, 02 de Outubro de 2007 às 08:45, por: CdB