Rio de Janeiro, 20 de Fevereiro de 2026

Comércio de animais silvestres terá regras mais rígidas

Terça, 02 de Outubro de 2007 às 08:45, por: CdB

Para dar mais segurança a criadores e combater o comércio ilegal, o Conselho Nacional do Meio Ambiente criou novos critérios para conceder licenças a quem deseja criar animais silvestres. Todos os anos, 20 milhões deles são retirados ilegalmente da natureza.

Há 40 anos, o Ibama permite a criação de animais silvestres, mas agora uma nova resolução vai proibir o comércio de algumas espécies. A agressividade do animal e a possibilidade de fuga vão pesar na hora de o Ibama conceder uma licença para o futuro criador.

Na loja de animais, quando a pessoa vê um bichinho pequeno e bonitinho, acaba se interessando e leva para casa. O problema é que, alguns anos depois, o animal cresce muito. Então, o dono não sabe o que fazer e acaba soltando o bicho na natureza, o que provoca um desequilíbrio ambiental.

A tartaruga-tigre-d'água, que só era encontrada no Sul do país, se espalhou por vários estados do Brasil. Em Campo Grande, ela é encontrada até nos córregos que cortam a cidade. Já o macaco-prego e o papagaio, por exemplo, vão continuar sendo comercializados, assim como a arara-canindé.

Comprar animal silvestre sem autorização do Ibama, no entanto, é crime inafiançável. Com a nova resolução, especialistas acreditam que o futuro das espécies vai estar protegido. A lista de espécies que vão poder ser comercializadas será divulgada em até seis meses pelo Ibama.

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