O consumo interno foi, ano passado, o maior vetor de crescimento da economia brasileira, como constatou a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em pesquisa divulgada na segunda-feira. O estudo mostra que as vendas do comércio varejista brasileiro, ano passado, realizaram a maior expansão desde 2001.
O crescimento nos níveis de consumo da sociedade brasileira deve-se ao aumento do emprego e da renda do trabalhador, além de crédito mais fácil e estabilidade da economia, o que gera confiança no processo de crescimento e a decisão de investir mais no país. Este fator ajuda o país a se descolar da crise interna que leva os EUA à beira da recessão, dizem os analistas econômicos, ouvidos pelo Correio do Brasil.
Ainda de acordo com o IBGE, o volume de vendas subiu 9,6% em relação a 2006, o melhor desempenho desde o início da série histórica, em 2001. Dezembro foi o mês em que as vendas ficaram estáveis na comparação com novembro e saltaram 9,0% frente a dezembro de 2006. Ano passado, as vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceram 6,4% e já respondem por um terço do crescimento do comércio no período.
"Este desempenho refletiu as melhoras da renda e do emprego e a expansão do crédito", apontou o IBGE em nota. O setor de Móveis e eletrodomésticos teve o segundo principal impacto no resultado de 2007, com alta das vendas de 15,4%. Os setores de Tecidos, vestuário e calçados e de Livros, jornais, revistas e papelaria também tiveram o melhor desempenho da série histórica, com expansão de 10,7% e 7,1%, respectivamente.
No ano, as regiões com maiores taxas de crescimento nas vendas foram Alagoas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso.
O IBGE acrescentou que a receita nominal do comércio aumentou 14,1% em 2007 sobre o ano anterior. Na comparação entre dezembro e novembro do ano passado, a receita cresceu 0,4%. Frente a dezembro de 2006, a alta foi de 13,1%.