O senado já aprovou uma reforma política que, há muito, está para ser votada na Câmara. Nesta, em 2009, até houve uma tentativa frustrada de apreciar e aprovar o voto em lista e o financiamento público de campanhas eleitorais. Não passou.
Mas, nunca é demais lembrar, esta reforma aprovada pelo Senado diz respeito apenas à Camara dos Deputados e não a ele próprio. Nem sequer a aberração que é a questão dos suplentes de senador - hoje, 13 cumprem mandatos sem um único voto - a nossa chamada Câmara alta analisou.
Pois, meus amigos, agora o Senado de novo forma uma comissão para discutir uma reforma política. Novamente não sobre ele próprio, mas outra vez sobre a Câmara. Que, evidentemente, não aceita tal iniciativa e reinvidica para si essa tarefa.
Assim, de maneira geral o debate sobre a reforma começou mal - no Senado com propostas de candidaturas independentes e do fim da reeleição de presidente da República, governador e prefeito; na Câmara, com a proposta de instituição do distritão no sistema de votação proporcional.
O distritão (vejam nota abaixo), como registrei aqui ontem, agrava os principais problemas na área político-eleitoral do país, que não são a reeleição ou a exigência de ser filiado a um partido para se candidatar, mas a infidelidade partidária, o financiamento privado das campanhas e o voto uninominal.
Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026
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