Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2026

Começa liberação de guerrilheiros para pressionar as FARC

Terça, 05 de Junho de 2007 às 09:26, por: CdB

O mais proeminente guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) preso na Colômbia, Rodrigo Granda, rechaçou a sua liberação, mas se ofereceu a trabalhar em favor de um acordo humanitário sobre reféns. Um alto funcionário do governo que pediu anonimato revelou que o líder das Farc, Rodrigo Granda, sairá da prisão e entregará ao presidente francês Nicolas Sarcozy provas da sobrevivência de Betancourt, cativa desde fevereiro de 2002.

O processo para a liberação dos guerrilheiros se iniciou na Colômbia, quinta-feira passada, com o traslado de duas centenas de rebeldes a um centro de reclusão provisória na localidade de Chinquinquirá (centro), informaram fontes oficiais.

O traslado abriu um processo com o qual o presidente Álvaro Uribe busca pressionar às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia para a liberação de 56 prisioneiros da guerrilha, entre eles três norte-americanos e a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt. As FARC rechaçam esta ação unilateral, reclamando que "se inicie, em igualdade de condições, um diálogo entre as partes, para obter um acordo humanitário que decida, finalmente, a liberação das pessoas mantidas pelas FARC e a liberação de todos os subversivos hoje presos".

Gonzáles disse à imprensa que Granda garantiu que o alto comissário pela Paz, Luis Carlos Restrepo, comunicou-lhe em na semana passada que "o governo tomou a decisão, dando como pretexto motivo de Estado, de liberá-lo".

A oferta tem sido rechaçada pelo guerrilheiro, disse o jurista, e acrescentou que ele tampouco aceita entrar em um processo de desmobilização (desarme), nem ser submetido à Lei de Justiça e Paz, adotada para o processo de paz do Executivo com a organização paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Porém, Granda expressou "sua vontade de continuar fazendo todo tipo de esforços para alcançar o intercâmbio humanitário, que é um clamor nacional e internacional", continuou o jurista.

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