A campanha para as eleições gerais em Honduras começou nesta semana, apesar da falta de reconhecimento da comunidade internacional. O pleito está agendado para o dia 29 de novembro. Além do novo presidente, os eleitores vão eleger 128 deputados, 20 representantes do Parlamento Centro-americano e 300 prefeitos.
O governo interino, liderado por Roberto Michelleti, deu continuidade ao calendário eleitoral mesmo sem o respaldo da Organização dos Estados Americanos (OEA) e sem um acordo interno.
A crise política em Honduras eclodiu depois que o então presidente, Manuel Zelaya, tentou fazer uma consulta pública para saber se a população apoiava medidas para mudar a Constituição. A oposição era contra a proposta de acabar com o atual limite de apenas um mandato por presidente, o que poderia abrir caminho para uma reeleição de Zelaya.
Os seguidores do presidente interino apostam na realização do pleito para solucionar a crise, enquanto os apoiadores do presidente deposto negam o reconhecimento do processo. O atual calendário eleitoral prevê a posse de um novo presidente no dia 27 de janeiro.