Rio de Janeiro, 06 de Abril de 2026

Começa a campanha eleitoral mais cara na história do Brasil

Encerrada a participação brasileira na Copa do Mundo, a campanha eleitoral começou oficialmente com o registro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das candidaturas que passarão pelo crivo do voto popular em 1º de outubro deste ano, ou no dia 29 do mesmo mês, em caso de haver segundo turno para a Presidência da República. (Leia Mais)

Quinta, 06 de Julho de 2006 às 09:08, por: CdB

Encerrada a participação brasileira na Copa do Mundo, a campanha eleitoral começou oficialmente com o registro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das candidaturas que passarão pelo crivo do voto popular em 1º de outubro deste ano, ou no dia 29 do mesmo mês, em caso de haver segundo turno para a Presidência da República. As publicações oficiais que circularam nesta quinta-feira, além dos nomes e partidos dos candidatos, também informam que esta será a campanha para presidente do Brasil mais cara já vista na história do país. Os sete candidatos registrados pretendem gastar até R$ 279,1 milhões. Estimativas do TSE apontam um gasto de R$ 200 milhões na campanha de 2002, valores considerados extraordinários na época.

O candidato mais pobre será de Rui Pimenta (PCO). Ele prevê um gasto máximo de R$ 100 mil. Pimenta é também é o candidato que declarou o menor patrimônio entre os presidenciáveis: R$ 33 mil. A senadora Heloísa Helena (PSol) está em penúltimo lugar na fila, com uma previsão de gastos na ordem de R$ 5 milhões "arrecadados junto à militância", garantiu ela a jornalistas na manhã desta quinta-feira. Ela manteve a decisão de não aceitar doações de empresas no financiamento de campanha.

O pedetista Cristovam Buarque e o conservador José Maria Eymael (PSDC) prevêem gastos de até R$ 20 milhões cada um. Na escala ascendente, Luciano Bivar (PSL) declarou o maior patrimônio dentre os candidatos, com R$ 8,7 milhões e um limite de gastos em torno de R$ 60 milhões. O democrata-cristão José Maria Eymael declarou ter R$ 985,8 mil. Lula vem logo em seguida, com um patrimônio de R$ 839 mil, seguido pelo senador e ex-petista Cristovam Buarque, do PDT, R$ 769 mil; por Alckmin, com R$ 691,6 mil; Heloisa Helena, com R$ 121,1 mil, e Ruy Costa Pimenta, do PCO (R$ 100 mil). Alckmin, que em 2002 era mais rico que Lula, terá gastos inferiores a R$ 85 milhões. E o atual presidente da República aumentou seu patrimônio junto ao TSE em quase 50%. Ele prevê gastos de até R$ 89 milhões nas próximas eleições.

Disparidade

O patrimônio declarado pelos candidatos à Presidência da República chega a ter uma diferença de até 266 vezes. Enquanto Luciano Bivar, do PSL, declarou ter R$ 8,7 milhões, o candidato do PCO, Rui Costa Pimenta, afirmou que seus bens, somados, não passam de R$ 33 mil. Enquanto Bivar possui cotas em empresas e fundos de participações, além de 50 imóveis, Rui Costa declarou que é dono de um terço de um apartamento em São Paulo.

O segundo lugar em patrimônio é de José Maria Eymael, do PSDC, que registrou R$ 985,8 mil em quatro veículos e oito imóveis. Em terceiro, aparece o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com patrimônio declarado de R$ 839 mil. Lula afirmou que possui cinco imóveis, uma caminhonete S10 e diversas aplicações financeiras, incluindo ações da Petrobrás, Vale do Rio Doce e Banco do Brasil.

O quarto candidato em patrimônio é Cristovam Buarque, do PDT, que declarou bens no valor de R$ 769.198,70. Entre estes estão 10 imóveis, em sociedade ou no todo, dois veículos e obras de artes e livros no valor de R$ 180 mil.

Geraldo Alckmin, da coligação PSDB-PFL, declarou possuir patrimônio de R$ 691.698,99. O ex-governador paulista declarou possuir seis imóveis, em sociedade ou no todo, um veículo, aplicações financeiras e vinte bezerros. A candidata Heloísa Helena (PSOL-PSTU-PCB) declarou patrimônio de R$ 89,7 mil. Os bens da parlamentar se resumem na sexta parte de um apartamento, dois veículos e uma caderneta de poupança de R$ 51,05.

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