A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,43%, em março, puxado pela alta dos preços dos combustíveis, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou levemente superior ao apurado em fevereiro, quando a alta havia sido de 0,41%. Em março, os combustíveis apresentaram acréscimo de 4,97% e contribuiram com 0,29 ponto percentual para o resultado do índice.
A maior contribuição individual partiu da gasolina com aumento de 2,78%. O álcool chegou a ficar 12,85% mais caro, mas tem peso inferior à gasolina na composição do índice. No ano, a gasolina acumula alta de 4,60%, enquanto o álcool tem incremento de 27,54%.
Segundo Eulina dos Santos, coordenadora de Índices de Preços, os combustíveis sofreram influência basicamente de dois fatores: a redução de percentual do álcool anidro na gasolina de 25% para 20% e a continuidade de pressão dos preços do álcool hidratado.
- O que se verifica é que a mudança de percentual [na gasolina] forçou os preços da gasolina - afirma.
O gás de cozinha também pressionou o IPCA de março, com aumento de 1,22%.
Além disto, março concentrou aumentos das taxas de água e esgoto.
O grupo Vestuário, que havia apurado queda de 0,54% em fevereiro, registrou avanço de 0,21% em março, com o fim das promoções.
Entre as regiões pesquisadas, o maior índice foi verificado em Brasília (0,75%). Já o menor índice foi observado no Rio de Janeiro, (0,18%). São Paulo registrou alta de 0,37%.
Em 12 meses, o IPCA acumulado ficou em 5,32%. No primeiro trimestre, o IPCA soma alta de 1,44%, inferior ao mesmo período do ano passado (1,79%).
O IPCA é o índice que baliza as metas de inflação definidas pelo Banco Central. Para 2006, o BC persegue uma meta de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
O índice se refere a famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos e abrange Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.
Baixa renda
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,27% em março, resultado inferior ao registrado em fevereiro, que havia sido de 0,23%. O índice é calculado pelo IBGE desde 1979 e se refere às famílias com rendimento de um a 8 salários-mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.