Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Combustíveis pressionam o IGP-10

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) - calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com base nos preços coletados entre os dias 11 de junho e 10 de julho - subiu menos em julho, com uma alta de 1,31%. No mês anterior, a alta tinha sido maior: 1,50%. Os preços dos combustíveis foram os vilões da inflação no mês. (Leia Mais)

Segunda, 19 de Julho de 2004 às 08:09, por: CdB

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) - calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com base nos preços coletados entre os dias 11 de junho e 10 de julho - subiu menos em julho, com uma alta de 1,31%. No mês anterior, a alta tinha sido maior: 1,50%. Os preços dos combustíveis foram os vilões da inflação no mês.

Em geral, houve desaceleração no atacado e aceleração para o consumidor. O índice de preços no atacado (IPA) recuou de 1,77% para 1,54%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu para 0,77%, contra 0,72% no mês anterior. Os preços no atacado são os que mais pesam na composição do IGP-10, contribuindo com 60% da variação do indicador. O IPC responde por 30% do índice.

Os aumentos de preços com combustíveis foram os que mais contribuíram para o resultado. O preço do óleo diesel representou a maior influência para o índice, com alta de 8,81% no atacado. O álcool subiu 11,57% e a gasolina 5,76% em julho, também no atacado.

Os gastos do consumidor com transportes subiram 1,86% em julho, contra 0,46% em junho, representando a maior pressão para o IPC. Mais uma vez, o preço da gasolina (alta de 5,02%) contribuiu para o resultado.

Outros itens que mais pesaram para o consumidor foram o leite (6,41%) e o tomate (14,04%). A cebola (17,07%) e o pimentão (14,29%) também resgistraram grande variação de preços no mês.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com peso de 10% no índice - registrou alta de 1,10% em julho, contra variação de 1,69% em junho.

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