Rio de Janeiro, 02 de Maio de 2026

Combustíveis pressionam inflação e IPC chega a 0,63%

Sexta, 04 de Novembro de 2005 às 08:14, por: CdB

Dados divulgados nesta sexta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de Sâo Paulo, mostram que a inflação na maior cidade brasileira subiu para 0,63% em outubro. É a maior alta desde abril, quando atingiu 0,83%. A taxa do mês passado ficou acima da projeção feita pelo coordenador da pesquisa de preços da Fipe, Paulo Picchetti, que era de 0,50%.

Em setembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede os preços no município, havia registrado alta de 0,44%, contra deflação de 0,20% em agosto. O avanço do IPC-Fipe em outubro foi pressionado pelo reajuste dos combustíveis promovido pela Petrobras em setembro. A estatal elevou em 10% o preço da gasolina nas refinarias e em 12% o diesel.

Ao longo do mês passado, a maior alta entre os sete grupos que fazem parte da pesquisa da Fipe foi o de Transporte, de 1,23%. Segundo Picchetti, a gasolina tem peso expressivo na composição do IPC. De cada R$ 100 gastos pelos paulistanos com renda de até 20 salários mínimos (até R$ 6.000), R$ 2,62 são com gasolina. Trata-se ainda do quinto item individual de maior peso no índice, atrás de aluguel, passagem de ônibus, energia elétrica e assistência médica.

Além dos combustíveis, outros fatores que contribuíram com a inflação do mês foram os reajustes de água e esgoto e o aumento nos preços de alimentos, depois de um ciclo de queda encerrado no fechamento de setembro. A grupo Alimentação, por exemplo, subiu 0,45% em outubro, após registrar deflação de 0,13% no mês anterior. Os demais itens apresentaram as seguintes variações: Habitação (0,59%); Despesas Pessoais (0,81%); Saúde (0,51%); Vestuário (0,01%); e Educação (0,10%).

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