Rio de Janeiro, 23 de Abril de 2026

Combustíveis fazem lucro da TAM recuar em 21,7%

Segunda, 13 de Fevereiro de 2006 às 10:45, por: CdB

Companhia aérea líder do mercado brasileiro, a TAM anunciou nesta segunda-feira uma queda de 21,7% no lucro líquido do quarto trimestre de 2005, em R$ 65,3 milhões, diante de um aumento de custos com combustíveis e do crescimento na participação de mercado. O lucro líquido da empresa, no ano passado, ficou em R$ 187 milhões, com um recuo de 45,1% ante o resultado positivo de R$ 341,1 milhões em 2004.

Com patrimônio líquido de R$ 760 milhões, a Companhia obteve retorno de lucro líquido sobre patrimônio de 25% ao final do exercício. Em US GAAP (prática contábil dos EUA), o lucro da companhia atingiu R$ 435,4 milhões. Resultado da operação, o EBIT (sigla em inglês que significa o lucro antes das amortizações de juros, impostos etc) foi de R$ 426 milhões, com margem de 7,5%, aumento de 1,0 ponto percentual em relação a 2004.

O EBITDAR, que reflete a geração de caixa da empresa antes das despesas financeiras, impostos, depreciação, amortização e aluguéis, totalizou R$ 1,140 bilhão, crescimento de 9,6% comparado ao ano anterior, e margem de 20,2%. Já o EBITDA, que exclui os arrendamentos, teve margem de 9,1%, atingindo R$ 512 milhões (ante R$ 388 milhões em 2004).

A receita bruta cresceu 24,6%, para R$ 5,910 bilhões. A receita obtida com cargas subiu expressivos 27,7%, totalizando R$ 407,146 milhões. A expansão da malha aérea doméstica e internacional, o aumento da oferta e da frota da companhia foram alguns dos fatores que impulsionaram o resultado da TAM Express. A receita por assento-quilômetro apresentou queda de 6,4%, comparado a 2004, em decorrência da redução de yields (preços de venda) em 12,8%.

Essa diluição expressiva dos custos da companhia foi obtida por meio de melhoria da eficiência operacional, queda de custos de comercialização e revisão de processos, medidas que contribuíram para a elevação da margem do EBIT em um ponto percentual comparada ao ano anterior. Esses índices reforçam a estratégia da TAM de oferecer serviço diferenciado a preços competitivos com custos otimizados.

Já os custos dos serviços prestados em reais aumentaram 23,6% quando comparado a 2004, puxados, principalmente, pelo combustível, que representa hoje 32,5% do total dos custos e despesas da companhia (em 2004 era 25,3%). Os custos com o querosene de aviação (QAV) subiram 58,9%, atingindo R$ 1,695 bilhão em 2005 ante R$ 1,067 bilhão do ano anterior, devido aos aumentos no volume consumido e no preço médio por litro em 7,9%. 

Em 2005, a TAM manteve a liderança do mercado doméstico de aviação com média de 43,5% de market share, crescimento de 7,7 p.p. ante o ano anterior. Em dezembro, atingiu 46,1% de participação. No internacional, a evolução foi de 4,4 p.p., fechando o período com 18,9% de participação no mercado, chegando aos 21,9% em dezembro. Novas freqüências para Paris (hoje são duas por dia), Buenos Aires (cinco diárias) e o lançamento do vôo para Nova York, em novembro, contribuíram para aumentar a fatia desse segmento.

Além disso, a companhia consolidou seus vôos para Miami (dois por dia), Santiago do Chile (um diário) e reforçou sua integração com a malha da subsidiária TAM Mercosul, sediada em Assunção, no Paraguai, e que vai a Pedro Juan Caballero, Montevidéu, Punta Del Leste, Ciudad Del Este, Santa Cruz de La Sierra e Cochabamba. No Brasil, a TAM chega a 46 destinos e, com os acordos comerciais com companhias regionais, atinge 73 localidades no país.

Foram transportados 19,6 milhões de passageiros, número 44,7% superior ao registrado em 2004, e o aproveitamento das aeronaves (load factor) foi 4,6 pontos percentuais maior, de 66% para 70,6%. Outro item importante para o ganho de produtividade e de eficiência foi o aumento do número de horas voadas, que passou a 11,36 horas/dia em 2005 ante 8,98 em 2004, aumento de 26,5%.

A evolução da operação fez com que a companhia aumentasse seu quadro de colaboradores em 15,4% (1.290 novos funcion

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