Aviões do governo filipino bombardearam posições de rebeldes muçulmanos em uma ilha do sul do país na quarta-feira e soldados atacaram abrigos de guerrilheiros em combates que deixaram 60 mortos em três dias, disseram oficiais das Forças Armadas.
Canhões do Exército começaram a disparar contra posições dos rebeldes ao amanhecer e 3.000 soldados entraram em ação na ilha de Jolo, principal base da guerrilha Abu Sayyaf.
Helicópteros dispararam foguetes e aviões OV-10 jogaram bombas de 227 quilos contra fortificações dos rebeldes, disse o tenente-coronel Buenaventura Pascual, porta-voz das Forças Armadas.
O Abu Sayyaf, um pequeno grupo ligado à rede Al Qaeda, e renegados do grupo Frente Moro de Libertação Nacional (MNLF) mantêm redutos nas montanhas do arquipélago de Jolo.
A MNLF assinou um acordo de paz com o governo em 1996, mas alguns membros insatisfeitos do grupo aderiram ao Abu Sayyaf e participaram de vários sequestros ocorridos na região em 2000.
"Desde segunda-feira, perdemos 20 soldados, mas matamos cerca de 40 rebeldes com nossas ações punitivas", afirmou Pascual.
Mais de 30 soldados ficaram feridos, disse.
O tenente-general Alberto Braganza, o principal comandante das Forças Armadas no sul das Filipinas, afirmou que outro batalhão de soldados havia sido enviado para Jolo.
Dois conselheiros militares dos EUA também chegaram à região, a bordo de um avião particular.
Segundo Braganza, os militares norte-americanos não haviam se envolvido diretamente nas operações de combate e estavam ali apenas para observar, dar conselhos e prestar assistência técnica.
O governador da Província de Sulu, Benjamin Loong, pediu na quarta-feira que soldados e rebeldes parassem de lutar e afirmou que muitos civis estariam entre as vítimas dos conflitos travados até agora.
A onda de violência começou na segunda-feira, quando centenas de rebeldes emboscaram um comboio de soldados na cidade de Patikul. Também houve ataques em outras três áreas de Jolo.