Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Combates deixam pelo menos 22 guerrilheiros mortos na Colômbia

Pelo menos 22 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morreram neste domingo durante combates com a polícia em uma zona de mata no sudoeste do país, próxima da fronteira com o Equador, informou o governo. Os combates foram o mais duro golpe dos últimos meses contra o grupo rebelde.

Domingo, 19 de Setembro de 2010 às 14:12, por: CdB

Pelo menos 22 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morreram neste domingo durante combates com a polícia em uma zona de mata no sudoeste do país, próxima da fronteira com o Equador, informou o governo. Os combates foram o mais duro golpe dos últimos meses contra o grupo rebelde, segundo autoridades. O ministro da Defesa, Rodrigo Rivera, disse que os enfrentamentos ocorreram próximos da cidade de San Miguel, no departamento de Putumayo, na mesma região onde há mais de uma semana a guerrilha promoveu um ataque em que morreram oito policiais. Inicialmente, a Força Aérea colombiana bombardeou um acampamento e depois um comando da polícia desembarcou de helicópteros e entrou em confronto com os militantes que tentavam fugir para a selva. – A operação transcorreu de forma muito positiva com o bombardeio por nossa Força Aérea e com o desembarque de nossos homens que capturaram o setor. A operação prossegue e até este momento houve baixas de 22 narcoterroristas –, disse Rivera. Os mortos são membros das Farc, grupo rebelde ativo mais antigo do hemisfério que afirma lutar para impor um sistema socialista na Colômbia. O grupo é considerado como organização terrorista pelos Estados Unidos e União Europeia e lançou nas três últimas semana uma ofensiva em que morreram mais de 55 pessoas entre policiais, soldados e guerrilheiros. Aparentemente, a ofensiva foi promovida para demonstrar o poderio militar do grupo e pressionar o governo do presidente Juan Manuel Santos a iniciar negociação de paz. Mas o mandatário rechaçou a possibilidade de uma negociação de paz com as Farc, condicionando um eventual diálogo à libertação de reféns do grupo, suspensão das hostilidades e anúncio público de deposição de armas e reintegração do grupo à vida civil. Os recentes ataques das Farc, apoiados em algumas regiões do país pelo grupo Exército de Libertação Nacional (ELN), grupo de menor porte, obrigaram o governo colombiano a retomar esquemas de segurança e a intensificar a ofensiva contra a guerrilha. O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, agradeceu a colaboração das autoridades equatorianas na operação.

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