Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Combatentes do Estado Islâmico avançam na parte sudoeste de cidade Síria

Combatentes do Estado Islâmico avançaram para o sudoeste da cidade curda Síria de Kobani, disse nesta terça-feira um grupo que monitora o conflito na Síria, tendo conquistado vários edifícios para ganhar posições no ataque pelos dois lados da cidade. A perspectiva de que a cidade, na fronteira com o território turco, caia em mãos dos militantes que a sitiam há três semanas aumentou a pressão sobre a Turquia, que tem o Exército mais poderoso da região, para se juntar a uma coalizão internacional na luta contra o Estado Islâmico.

Terça, 07 de Outubro de 2014 às 07:12, por: CdB
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A perspectiva de que a cidade, na fronteira com o território turco, caia em mãos dos militantes que a sitiam há três semanas aumentou a pressão sobre a Turquia Fumaça vista na cidade curda síria de Kobani após ataque aéreo de avião, vista de local perto da fronteira Turquia-Síria
Combatentes do Estado Islâmico avançaram para o sudoeste da cidade curda Síria de Kobani, disse nesta terça-feira um grupo que monitora o conflito na Síria, tendo conquistado vários edifícios para ganhar posições no ataque pelos dois lados da cidade. A perspectiva de que a cidade, na fronteira com o território turco, caia em mãos dos militantes que a sitiam há três semanas aumentou a pressão sobre a Turquia, que tem o Exército mais poderoso da região, para se juntar a uma coalizão internacional na luta contra o Estado Islâmico. Do lado da fronteira turca, duas bandeiras do Estado Islâmico podiam ser vistas sobre o lado leste de Kobani. Dois ataques aéreos atingiram a área e tiroteios esporádicos podiam ser ouvidos. Combatentes do Estado Islâmico estavam usando armas pesadas e lançando projéteis no avanço sobre Kobani, disse a oficial do alto escalão curdo Asya Abdullah à agência inglesa de notícias Reuters, falando de dentro da cidade. - Nesta segunda-feira houve um confronto violento. Lutamos arduamente para mantê-los fora da cidade - disse ela por telefone. "Os confrontos não estão em toda a Kobani, mas em áreas específicas, nos arredores e em direção ao centro." O Estado Islâmico, um ramo da Al Qaeda, ampliou sua ofensiva nos últimos dias contra a cidade fronteiriça de maioria curda, apesar de ter sido alvo de bombardeios da coalizão liderada pelos EUA destinados a deter o seu avanço. O grupo quer conquistar Kobani para consolidar uma ampla conquista de território no norte da Síria e do Iraque, em nome de uma versão absolutista do Islã sunita, que vem abalando o Oriente Médio. Confrontos Ao menos 400 pessoas foram mortas durante três semanas de confrontos entre o Estado Islâmico e combatentes curdos dentro e ao redor da cidade síria de Kobani, perto da fronteira com a Turquia, disse um grupo de monitoramento nesta terça-feira. A cifra de mortos inclui combatentes de ambos os lados e também civis, disse o Observatório Sírio de Direitos Humanos. A organização afirmou ter documentado 412 mortes a partir de fontes no terreno, mas o número real seria provavelmente o dobro. Sequestro Um padre de uma paróquia e outros 20 cristãos foram sequestrados em uma vila Síria perto da fronteira com a Turquia, disse a agência de notícias católica Fides nesta terça-feira, citando como fonte o vigário apostólico de Aleppo, o bispo George Abou Khazen. - Infelizmente tenho que confirmar a notícia do sequestro do padre Hanna Jallouf..., o padre sírio na vila de Knayeh, que foi levado com cerca de 20 cristãos - disse Khazen, segundo a Fides. Ele afirmou que o sequestro ocorreu durante a madrugada entre sábado e domingo. Cidade curda Síria
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O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, disse que a cidade síria curda de Kobani estava “prestes a cair” após combatentes do Estado Islâmico terem entrado na sua zona sudoeste, em um ataque de três semanas que, segundo estimativas, já custou 400 vidas. A possibilidade de que a cidade na fronteira turca possa ser capturada pelos militantes aumentou a pressão para que a Turquia, país com as forças militares mais fortes da região, se una à coalizão internacional para combater o Estado Islâmico O Estado Islâmico que tomar Kobani para fortalecer sua posição na região da fronteira e consolidar seus ganhos territoriais no Iraque e na Síria nos últimos meses. Ataques aéreos liderados pelos EUA até agora fracassaram em impedir o avanço sobre Kobani. Erdogan disse que bombardeios não são suficientes para derrotar o Estado Islâmico e que a Turquia deixou claro que medidas adicionais seriam necessárias. - O problema do EIIL (Estado Islâmico)… não pode ser resolvido via ataques aéreos. Agora… Kobani está prestes a cair - disse ele durante uma visita a um campo de refugiados sírios. - Nós alertamos o Ocidente. Queríamos três coisas. Uma zona livre de voos, uma zona segura paralela a isso e o treinamento de rebeldes sírios moderados - disse ele. Segundo o presidente, a Turquia interviria caso houvesse ameaças a soldados turcos que guardam um sítio histórico na Síria, que o governo turco considerada território turco. Mas até agora a Turquia não se movimentou para combates do outro lado da fronteira. Do lado turco, duas bandeiras do Estado Islâmico podem ser vistas no lado leste de Kobani. Dois ataques aéreos atingiram a área, e tiroteios esporádicos podem ser ouvidos. O Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo que monitora a situação no país, disse ter documentado 412 mortes de civis e combatentes durante a batalha por Kobani, que já dura três semanas. Nesta terça-feira, colunas de fumaça branca subiram nas partes oriental e central de Kobani, e duas ambulâncias cruzaram a fronteira, viajando da cidade até o lado turco. Combatentes do Estado Islâmico estavam utilizando armamentos pesados e artilharia para atingir Kobani, disse Asya Abdullah, uma autoridade curda, que falou à Reuters de dentro da cidade. Estima-se que 180 mil pessoas da região de Kobani tenham fugido para a Turquia após o avanço do Estado Islâmico.
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