Combatentes curdos temem massacre do Estado Islâmico se conquistar cidade Síria
Combatentes curdos que defendem uma cidade Síria perto da fronteira alertaram na sexta-feira para um provável massacre de insurgentes pelo Estado Islâmico à medida que os rebeldes cercavam a cidade com tanques e bombardeavam seus arredores com fogo de artilharia.
O Estado Islâmico ganhou notoriedade por extrema violência ao promover diversos massacres
Combatentes curdos que defendem uma cidade Síria perto da fronteira alertaram na sexta-feira para um provável massacre de insurgentes pelo Estado Islâmico à medida que os rebeldes cercavam a cidade com tanques e bombardeavam seus arredores com fogo de artilharia.
A Turquia disse que fará o que puder para evitar que Kobani, uma cidade predominantemente curda bem próxima da fronteira, caía nas mãos do Estado Islâmico, mas não se comprometeu com nenhuma intervenção militar.
Forças lideradas pelos Estados Unidos têm bombardeado alvos do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, mas a ação está sendo insuficiente para parar seu avanço no norte sírio em direção à fronteira turca, aumentando a pressão sobre a Turquia para que intervenha.
Esmat al-Sheikh, chefe de forças curdas defendendo Kobani, disse que a distância entre seus combatentes e os insurgentes era agora menor do que um quilômetro.
- Estamos em uma pequena e cercada área. Nenhum reforço chegou até nós e as fronteiras estão fechadas - disse ele à agência inglesa de notícias Reuters por telefone. “Minha previsão é de uma matança geral, massacres e destruição… há bombardeios com tanques, artilharia, foguetes e morteiros."
O Estado Islâmico ganhou notoriedade por extrema violência ao promover diversos massacres, incluindo decapitações em território sírio e iraquiano que tomou.
Duas grandes colunas de fumaça subiram ao leste de Kobani e houve diversas explosões vindas mais de dentro da cidade, à medida que os ataques de artilharia continuaram, disse um correspondente da Reuters que está no lado turco da fronteira.
Combatentes curdos do grupo YPG tentaram repelir os insurgentes, disparando mísseis e acertando alvos do Estado Islâmico em uma vila a poucos quilômetros ao leste da cidade.
Idris Nassan, vice-ministro do Exterior na administração local curda, disse que o YPG tinha conseguido impedir o avanço do Estado Islâmico nos últimos dois dias na frente sudeste da cidade.
- Há confrontos todos os minutos do dia. O YPG repeliu o EI ontem no sudeste de Kobani. Eles estavam a dois quilômetros de Kobani, mas agora estão a quatro - disse ele.
O primeiro-ministro Ahmet Davutoglu disse que a Turquia faria o possível para evitar que Kobani caísse nas mãos do Estado Islâmico, mas não se comprometeu com o tipo de intervenção militar que os curdos pediam.
Ex-soldado dos EUA
Um ex-soldado norte-americano uniu-se a forças curdas na luta contra militantes do Estado Islâmico no norte da Síria, um raro caso em que um único cidadão dos EUA buscou combater extremistas na Síria.
Jordan Matson, de Wisconsin, uniu-se às Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), que lutam principalmente contra os avanços de militantes do Estado Islâmico perto da fronteira da Síria com a Turquia e o Iraque, disse um porta-voz do grupo curdo na quinta-feira.
O porta-voz, Redur Xelil, confirmou a presença de Matson com o grupo em uma nota online e disse: “Ele está lutando na área de Jazaa”. Essa área fica no nordeste da Síria e tem passando por pesados combates entre o YPG e rebeldes do Estado Islâmico.
A mãe de Matson, por meio de um amigo na cidade natal de Sturtevant, Estado de Wisconsin, disse que não queria comentar o assunto. Segundo o Exército dos EUA, Jordan Matson, de Sturtevant, foi soldado de maio de 2006 a novembro de 2007.
Autoridades dos EUA disseram que cerca de 100 norte-americanos foram para a Síria para se juntar a grupos que lutam contra o presidente sírio, Bashar al-Assad. Esses grupos incluem o extremista Estado Islâmico, assim como forças rebeldes apoiadas pelos EUA e a Frente Nusra, grupo ligado à al Qaeda.
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