A polícia britânica informou nesta quinta-feira que está trabalhando com autoridades canadenses após um programador de computadores de Ottawa ter sido acusado de ajudar um ``grupo terrorista'' na Grã-Bretanha e no Canadá.
Mohammed Momin Khawaja, canadense de 29 anos e filho de pais paquistaneses, foi preso em seu local de trabalho na última segunda-feira pela polícia canadense, que o acusou de ``facilitar atividade terrorista'' em Ottawa e Londres.
Detalhes de sua prisão e da acusação apareceram no momento em que a polícia britânica ganhou mais três dias para a investigação sobre oito homens presos na última terça-feira em Londres e no sudeste da Inglaterra, na maior operação antiterror da Grã-Bretanha desde os ataques de 11 de setembro de 2001.
Chefes das polícias antiterrorismo do Canadá e da Grã-Bretanha mantiveram segredo sobre a possibilidade de ligação entre a prisão de Khawaja e a ação policial em Londres. Nessa operação, as autoridades encontraram meia tonelada de fertilizante com nitrato de amônia - material usado na fabricação de bombas.
``Estamos atentos aos acontecimentos no Canadá e em contato com autoridades canadenses'', declarou uma porta-voz da polícia britânica. Ela se recusou a comentar se autoridades britânicas foram ao Canadá para trabalhar com a polícia de lá.
A prisão de Khawaja, especialista em computadores, alimentou especulações na imprensa britânica de que os suspeitos detidos estariam usando emails para se comunicar com ''mentores'' da Al Qaeda no exterior.