Frente à situação de emergência, verdadeira calamidade a que chegamos (vejam post abaixo sobre grave denúncia trazida pelo Folhão) a luta contra o crime organizado passa obrigatoriamente por um maior controle de nossas regiões de fronteiras.
Precisamos de uma ação articulada e severa, com o uso integrado de informações entre a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Forças Armadas, polícias Civil e Militar e, também, as autoridades municipais das regiões fronteiriças.
É preciso aliar a esta integração e ações a campanha pelo desarmamento nacional que começa no próximo dia 6, e uma legislação severa sobre este comércio livre, irrestrito de armas de fogo visto hoje no país. É preciso criatividade, ousadia e coragem para enfrentarmos o lobby da indústria de armas.
Vamos ao referendo, deixar a população se manifestar!
Contra tudo e todas as forças conservadoras, precisamos aprovar o referendo, plebiscito, ou consulta popular - não importa o nome ou a forma pela qual se ouvirá a população - para proibir o comércio irrestrito de armas de fogo.
Agora, mesmo que o consigamos, sem uma rigorosa vigilância em cima dele nas nossas fronteiras, não conseguiremos combater o crime no nosso país. Todo apoio, portanto, às ações do ministro José Eduardo Cardoso que lança nesta 5ª feira o Gabinete de Gestão Integrada para a segurança da fronteira em Foz do Iguaçu.
Mas, insisto: precisamos de medida urgentes, efetivas nas fronteiras, dentre as quais a criação de uma polícia específica para atuar nelas em terra, portos e aeroportos.