O secretário nacional de promoção e defesa da pessoa humana (SEDH) da Secretaria de Direitos Humanos, Ramaís de Castro, afirmou há pouco que a pauta prioritária da comunidade LGBT hoje é o combate à violência. “Precisamos lutar inclusive contra a violência silenciosa, que é a psicológica e de exclusão social”, sustentou.
De acordo com o secretário, as pesquisas apontam que a comunidade homoafetiva já representa pelo menos 1% da população brasileira. Ainda assim, segundo afirma, existem mais de 70 direitos garantidos aos heterossexuais que são negados ao público LGBT, como o fato de diplomatas e outros agentes públicos não poderem levar seus companheiros para missões no exterior e a ausência de reconhecimento nas corporações policias.
Ramaís Castro também defendeu a aprovação pelo Congresso do projeto (PLC 122/06, atualmente em análise no Senado). que criminaliza a homofobia. “Precisamos dessa aprovação não é porque somos a favor de punição, que não resolve, mas para que alguns parlamentares não se julguem no direito de discriminar e dizer que essa atitude não significa nada”, destacou. E acrescentou: “E também para que os meios de comunicação não continuem adotando como mote principal a homofobia”.
O secretário participa do 8º Seminário LGBT, que prossegue no Auditório Nereu Ramos.
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Edição – Marcelo Oliveira