Comandantes do Hamas morrem em confrontos com Israel
Três comandantes do braço armado do Hamas morreram na madrugada desta quinta-feira num ataque aéreo de Israel sobre Rafah, no sul da Faixa de Gaza, anunciou o grupo radical islâmico. Em comunicado, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do Hamas, identificaram os três homens como Mohammed Abu Shamala, Raed al-Atar e Mohammed Barhum.
Um deles era principal líder do Hamas no sul da Faixa de Gaza, segundo Israel Israel se retirou das negociações de paz e ainda não indicou quando pretende voltar a conversar
Três comandantes do braço armado do Hamas morreram na madrugada desta quinta-feira num ataque aéreo de Israel sobre Rafah, no sul da Faixa de Gaza, anunciou o grupo radical islâmico. Em comunicado, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do Hamas, identificaram os três homens como Mohammed Abu Shamala, Raed al-Atar e Mohammed Barhum.
Segundo Israel, Abu Shamala era o principal comandante do Hamas no sul da Faixa de Gaza. Al-Atar seria o responsável pelo contrabando de armas para o território palestino e pela construção de túneis.
O ataque aéreo israelense foi realizado um dia depois de uma ofensiva que resultou, segundo as Brigadas, na morte da mulher e de um filho do líder Mohammed Deif. Ele escapou do ataque à sua casa, na Cidade de Gaza, e continua vivo, segundo informações divulgadas pelo Hamas.
Os ataques israelenses nesta quinta-feira deixaram pelo menos oito mortos, incluindo sete num edifício que ficou completamente destruído no sul da Faixa de Gaza, disse o porta-voz dos serviços palestinos de emergência, Achraf al-Qodra. Ainda não se sabe se os três comandantes mortos foram contabilizados no balanço.
Na quarta-feira, o braço armado do Hamas lançou um aviso para que companhias aéreas internacionais não pousem seus aviões no aeroporto de Tel Aviv a partir da manhã desta quinta-feira. Entretanto, todas as chegadas e partidas previstas mantiveram-se pela manhã, informou a autoridade aeroportuária israelense.
Negociações continuam
Um cessar-fogo entre Hamas e Israel que estava em vigor desde 11 de agosto já havia sido violado na terça-feira passada, com o disparo de foguetes a partir da área palestina, levando Israel a responder com novos ataques. Desde então, o Hamas disparou dezenas de foguetes, e Israel atacou dezenas de alvos em Gaza.
O fogo cruzado interrompeu as negociações entre as duas partes, mediadas pelo Egito – que propõe um cessar-fogo de longo prazo. O Hamas rejeita a proposta egípcia, dizendo que ela não prevê compromissos específicos de Israel para amenizar o bloqueio à Gaza, imposto em 2007.
Apesar da crise, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, participa nesta quinta-feira de negociações com o principal líder político do Hamas no exílio, Khaled Mashaal, no Catar. Antes do colapso do cessar-fogo, Abbas havia planejado usar o encontro para pedir a Mashaal que apoiasse a proposta de trégua feita pelo Egito.
Desde o início do conflito entre Hamas e Israel, mais de 2 mil palestinos foram mortos. Do lado israelense, foram registradas apenas 67 vítimas fatais, sendo 64 soldados e três civis.
Egito
O Ministério da Aviação Civil do Egito anunciou, nesta quinta-feira, que suspendeu todos os voos que saem da capital egípcia, Cairo, com destino a Tel Aviv, em Israel.
ma terça-feira, o governo de Tel Aviv saiu unilateralmente das negociações de paz e voltou a bombardear Gaza.
A alegação é de que o Movimento de Resistencia Islâmica (Hamas) atirou foguetes primeiro em territórios israelenses, fato este negado pelos palestinos.
Nesta quarta-feira, uma menina de três anos, uma mulher e outro adulto ainda não identificado, morreram nos bombardeios das forças israelenses durante a madrugada, segundo informações do Ministério da Saúde da Palestina.
Ao menos outras 40 pessoas estão feridas após ataques aéreos israelenses contra a região residencial da al-Dalou em Sheikh Radwan, no interior da Faixa de Gaza.
Equipes de resgate trabalham na busca de corpos entre os escombros do edifício multifamiliar de três andares golpeado por um míssil ar-terra.
Os aviões de guerra dirigiram seus ataques a mais de 30 lugares, incluindo as terras agrícolas em Beit Lahiya, al-Zaytoun, al-Maghazi, Deir al-Balah, Al-Qarara, Khuza, no leste de Rafah e a oriental Shujaiyya.
Estas ações bélicas foram vistas pelo Hamas como uma intenção de Israel de sabotar os diálogos negociadores que se desenvolviam no Cairo, Egito. Os israelenses, até o momento, não deram indícios de quando pretendem retomar as negociações para uma paz duradoura em Gaza.
Um dos pedidos do Hamas durante as negociações de trégua é que o governo de Tel Aviv suspenda o bloqueio que tem imposto há anos na região. Depois destes bombardeios dos últimos 40 dias, a manutenção do bloqueio não permitirá uma reconstrução das cidades palestinas. Além dos milhares de feridos e mortos, a população local vive problemas com a falta de água, energia elétrica e alimentos. Escolas, casas e hospitais estão destruídos.
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