O porta-voz do serviço afegão de inteligência, Said Ansari, afirmou que Dadullah, um dos homens mais procurados do país, morreu um dia antes, na província de Helmand, ao sul.
Seu corpo foi transportado à cidade de Kandahar e visto por um repórter da BBC. A morte foi confirmada por fontes da milícia Talebã, que havia inicialmente desmentido a perda.
No passado, notícias sobre a suposta captura ou morte de Dadullah se revelaram falsas. Para confirmar o fato, seu corpo foi exposto desta vez.
Ataques suicidas
Dadullah havia afirmado ter à mão centenas de militantes dispostos a realizar ataques suicidas em massa contra as tropas estrangeiras no país. Os ataques aumentaram no Afeganistão desde o final de 2005.
O correspondente da BBC em Herat, Alastair Leithead, disse que a morte do comandante militar representa um forte golpe moral no Talebã.
Segundo o correspondente, Dadullah também é suspeito de estar ligado a diversos seqüestros realizados no sul do país, e produziu diversos vídeos que exibiam decapitações de reféns estrangeiros.
Ele foi ainda um dos dez membros do conselho de lideres do Talebã antes da invasão liderada pelos Estados Unidos em 2001.