O comandante geral da Polícia Militar, coronel Ubiratan Ângelo, se reuniu, entre 8h e 9h15 desta segunda-feira, com líderes comunitários e professores, no Centro Social Carlos Drumond de Andrade, na Rua Taperuá, Favela do Caracol, no Complexo do Alemão, Penha, Zona Norte.
Houve tiroteio com a chegada da comitiva, por volta das 7h15. Traficantes reagiram a tiros e a PM revidou. Mesmo assim, a reunião acorreu normalmente na comunidade.
Eles discutiram possíveis soluções para as comunidades atingidas pela violência no complexo de favelas, em especial a falta de aulas em pelo menos seis escolas e três creches. Cerca de cinco mil alunos estão fora das escolas há 40 dias.
Durante o encontro, foi criado um comitê de soluções, que será desenvolvido nesta tarde por professores, diretores e pais de alunos, no Ciep Gregório Bezerra, na Penha, e apresentado à noite no Quartel General da Polícia Militar, no Centro da cidade. Estarão presentes, o comandante da PM, secretários municipais de Educação e Assistência Social, além de líderes comunitários e representantes de escolas.
Ao fim da reunião, houve novo ataque de bandidos em direção ao centro social. Professoras e moradores se desesperaram e precisaram se jogar no chão para se defender dos tiros. O coronel Ubiratan Ângelo deixou o local rapidamente sob forte esquema de segurança. O tiroteio já cessou. O veículo blindado da PM faz rondas na região.
A PM informou que retomar a rotina escolar na área do Complexo do Alemão ainda é um risco. Professores querem que outros lugares sejam alugados para que as aulas sejam ministradas e os alunos não sejam mais prejudicados.
PM baleado
Na Favela da Chatuba, também no Complexo do Alemão, o policial Luiz Cláudio de Souza Corso, 32 anos, foi baleado perto da Quadra da Chatuba, às 9h. Ele foi atingido nas duas pernas e passa por cirurgia no Hospital Getúlio Vargas, na Penha.
A PM ocupa o complexo do Alemão desde a noite do dia 1º de maio, quando dois policiais foram mortos por bandidos da Vila Cruzeiro em uma esquina de Oswaldo Cruz, Zona Norte.
Desde o início dos confrontos, 17 pessoas já morreram e mais de 60 ficaram feridas. Nenhum dos acusados pelas mortes foi preso até o momento. A ocupação é por tempo indeterminado, segundo o governador Sérgio Cabral.