Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Comandante americano está na Libéria para conversar com rebeldes

Terça, 12 de Agosto de 2003 às 12:05, por: CdB

O comandante das forças dos EUA posicionadas na costa da Libéria chegou nesta terça-feira em Monróvia, capital da Libéria, para iniciar as conversações com os rebeldes para o alcance de um acordo que permita a abertura de um porto e o envio de ajuda a esse país.

Segundo a rede de televisão CNN, o general Thomas Turner, que está no comando das forças destacadas na costa da Libéria, chegou em um helicóptero na embaixada dos EUA em Monróvia e se reuniu com o embaixador John Blaney.

A chegada de Turner à Libéria ocorreu apenas algumas horas depois da renúncia do presidente Charles Taylor, que deixou o país nesta segunda para se exilar na Nigéria, onde lhe foi oferecido abrigo e garantias de integridade física.

Apesar de a saída de Taylor do país significar, na opinião dos EUA, o início da solução dos problemas da Libéria, nesta terça continuam chegando informações de que os enfrentamentos continuam.

Turner tem a missão de coordenar a ajuda às forças de paz (da África Ocidental) na abertura de um porto que facilite a chegada e a distribuição de ajuda humanitária ao país.

Segundo disse na segunda-feira o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, o general Turner também se reunirá com o comandante nigeriano das forças de paz e com funcionários das Nações Unidas, a fim de discutir as medidas que serão tomadas para a abertura do porto.

Powell disse que não é esperado que haja um desembarque considerável de tropas americanas para a realização desses trabalhos caso a calma se mantenha.

Com o aumento do caos na Libéria no mês passado, o presidente George Bush ordenou o destacamento de forças na costa liberiana, as quais contam com aproximadamente 4 mil soldados das forças naval e de ataque anfíbio.

Os EUA estão dispostos "a fazer todo o possível para ajudar na transição para um governo provisório e, em última instância, na realização de eleições, para que o povo da Libéria escolha livre e abertamente suas autoridades".

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