Pelo menos dois outros nomes devem deixar cargos por causa de denúncias
Por: Redação da Rede Brasil Atual
Publicado em 20/07/2011, 15:05
Última atualização às 15:10
TweetSão Paulo – Já são 16 os funcionários exonerados do Ministério dos Transportes e de órgãos vinculados. O número deve aumentar até agosto em pelo menos mais dois. No Diário Oficial da União desta quarta-feira (20), constam o afastamento de três funcionários, no que é visto como uma tentativa contínua de o Palácio do Planalto tentar responder às denúncias de desvio de verbas envolvendo nomes do PR no ministério.
Estão previstas ainda duas demissões no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit): o diretor-geral, Luiz Antonio Pagot, e o diretor de Infraestrutura Rodoviária, Hideraldo Luiz Caron. Funcionários do órgão em outros estados podem ser exonerados nos próximos dias. Na terça-feira (19), outras seis demissões haviam sido publicadas, quatro assessores do ministério e doisno próprio Dnit.
Entre os alvos desta quarta está Eduardo Lopes, que trabalhava no gabinete do ex-ministro Alfredo Nascimento, pediu para deixar o posto. O gerente de Licitações e Contratos da estatal Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, Cleilson Gadelha Queiroz, e assessor da empresa Ivan Guimarães Rogedo são também novas baixas em órgãos vinculados à pasta. Entre as mudanças acumuladas desde o início de julho, está incluída a troca de comando do ministério. Alfredo Nascimento deu lugar a Paulo Sérgio Passos, até então secretário-executivo.
A sequência de trocas seguiu o fluxo de denúncias publicadas na mídia. Reportagem da revista Veja de 2 de julho atribuía a coordenação do suposto esquema ao deputado federal e secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto (SP) – embora ele não tivesse cargo nos órgãos públicos envolvidos. Tudo seria voltado a destinar ao partido até 5% do valor dos contratos firmados pelo Ministério dos Transportes, pelo Dnit e pela Valec.
Depois, reportagem do jornal O Globo apontou que o patrimônio do filho do ministro, Gustavo Morais Pereira, cresceu 86.500% em dois anos, em função do aumento do valor de uma empresa da qual é sócio.
Com informações da Agência Brasil e Sul21