Proposta do Metrô de 8% de aumento foi aceita. Debate sobre a greve foi adiado para nova assembleia nesta quinta-feira, porque categoria estava dividida
Por: Redação da Rede Brasil Atual
Publicado em 31/05/2011, 21:10
Última atualização às 21:23
São Paulo - A categoria dos metroviários de São Paulo decidiu, em assembleia nesta terça-feira (31), cancelar a greve que estava prevista para a 0h de quarta-feira (1º) após proposta de última hora da Companhia do Metropolitano (Metrô). Os funcionários estavam em campanha salarial por 10,79% de reajuste, mas aceitaram os 8% oferecidos pela empresa. Como a discussão sobre a paralisação foi retirada da pauta, uma nova assembleia está marcada para esta quinta-feira (2).
A assembleia desta terça caminhava para colocar em votação o início da greve. Depois de quase duas horas de reunião, o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres, anunciou que daria prazo de cinco minutos adicionais para que o Metrô apresentasse nova proposta. Sérgio Avelleda, presidente da companhia, vinculada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, enviou uma última oferta com o reajuste de 8%.
A proposta foi aceita pelos funcionários que lotaram a quadra da sede do sindicato. Segundo o sindicato, havia 800 pessoas no local – a categoria possui 8 mil trabalhadores. A proposta de greve foi retirada da pauta, com o cancelamento da greve. Segundo o sindicato,
Cerca de 10% dos 8 mil metroviários participaram da assembleia. A votação foi equilibrada, mas o Sindicato resolveu retirar a proposta de greve, por não haver unanimidade. Outra assembleia deve ser realizada na quinta-feira.
Foram garantidas ainda as demais cláusulas reivindicadas na campanha salarial. O vale-alimentação passa a ser de R$ 150 – aumento de 50% –, a licença maternidade será de seis meses e a participação nos resultados terá elevação de 10%.
Há outros itens não contemplados, como aumento real de 13,8% a título de produtividade e a equidade salarial para trabalhadores que desempenham funções iguais. Funcionários contratados mais recentemente têm rendimentos diferentes dos mais antigos.
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