Os seis astronautas e uma professora embarcaram, na quarta-feira, no ônibus espacial Endeavour no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para começar uma missão até a Estação Espacial Internacional (ISS - sigla em inglês). A missão é comandada por Scott Kelly e inclui o piloto Charlie Hobaugh e os especialistas de missão Tracy Caldwell, Rich Mastracchio, Alvin Drew e Dave Williams.
A bordo viaja uma professora treinada originalmente para a fatídica missão do Challenger em 1986. A sétima tripulante é a professora Barbara Morgan, que começou sua instrução como astronauta há duas décadas.
O Endeavour, em sua primeira missão desde o final de 2002, levará mais de duas toneladas de equipamentos, mantimentos e novas peças para a estação orbital, um projeto de US$ 100 bilhões que tem a participação de 16 nações.
O Endeavour não voou depois do desastre de fevereiro de 2003 com o ônibus Columbia, que explodiu na volta à atmosfera, matando seus sete ocupantes.
Atendendo às novas normas de segurança adotadas desde então, o Endeavour passou por uma ampla reforma desde seu último vôo, em 2002, e é considerado "seminovo". Com uma nova peça, capaz de ligar o ônibus ao sistema elétrico da Estação Espacial, a nave poderá eventualmente prorrogar sua missão de 11 para 14 dias.
Este será o 119º vôo de um ônibus espacial. O objetivo da missão do Endeavour é instalar uma nova viga na estrutura principal da Estação Espacial Internacional, substituir um giroscópio com defeito, necessário para a estabilização da estação, e levar mantimentos.
Uma atração especial deste vôo é a presença da ex-professora primária Barbara Morgan, treinada há 22 anos como substituta de outra professora, Christa McAuliffe, que morreu junto com seis outros astronautas na explosão do Challenger, segundos após a decolagem, em 28 de janeiro de 1986.
Depois daquele acidente, civis foram proibidos de voar nos ônibus. Morgan entrou para o corpo de astronautas em 1998.
A missão do Endeavour também está sob a sombra do recente relatório da Nasa que revelou que um astronauta bêbado embarcou numa nave russa e outro quase voou embriagado num ônibus espacial.
A agência espacial está investigando o caso e prometeu reforçar a proibição de consumo de álcool nas 12 horas prévias aos lançamentos.
Outro constrangimento para a Nasa foi a revelação de que um componente a bordo foi sabotado por um funcionário de uma empresa a serviço da Nasa. O computador, que será levado à Estação Espacial Internacional, já foi consertado, e o caso está sendo investigado.