Com um baixo volume de negócios, o dólar fechou perto da estabilidade nesta segunda-feira, após passar praticamente todo o dia em alta superior a 1% na esteira do forte pessimismo dos mercados globais.
A divisa norte-americana fechou a 2,319 reais, com variação negativa de 0,04%, depois de ter chegado a subir 2,5% nos primeiros negócios.
Agentes de mercado citaram o baixo volume de negócios como fator que pode ter contribuído para a contenção da alta do dólar, apesar da consolidação de um cenário externo fortemente negativo.
- O volume de negócios fraco acaba dando margem para distorções - afirmou Mario Battistel, gerente de câmbio da corretora Fair.
O movimento no mercado à vista foi de cerca de 1,5 bilhão de dólares nesta sessão, cerca de metade da média diária do mês de novembro.
O estresse exibido mais cedo pelo mercado de câmbio foi creditado por operadores ao avanço da moeda ao cenário externo.
- O que está acontecendo é a queda dos níveis de atividade das economias e isso está impactando bastante as bolsas de valores - disse Gerson de Nobrega, gerente da Tesouraria do Banco Alfa de Investimento.
A divulgação de dados econômicos fracos, como a queda recorde do índice de atividade manufatureira nos Estados Unidos e perspectivas negativas para o setor na Grã-Bretanha, teve impacto direto sobre as bolsas de valores.
Perto do fechamento do dólar, os principais índices de ações no Brasil e nos EUA despencavam mais de 5 por cento.
O Banco Central não atuou no mercado de câmbio, sequer com os leilões de swap cambial tradicional que vinha realizando quase diariamente desde o dia 6 de outubro.
Analistas consideram o fato pontual, avaliando que a autoridade monetária deve seguir com as atuações de acordo com as necessidades do mercado.
- Acho que ele (BC) resolveu dar uma olhada no mercado - avaliou Battistel.