Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Com Lula e Temer, partidos tentam fechar proposta de reforma política

Quarta, 21 de Setembro de 2011 às 12:01, por: CdB
Com Lula e Temer, partidos tentam fechar proposta de reforma política

Deputado Henrique Fontana (PT-RS) afirmou que PMDB, PDT, PSB e PCdoB estão fechados a favor do financiamento público de campanhas. Sistema de voto segue sem consenso

Por: Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual

Publicado em 21/09/2011, 17:45

Última atualização às 17:45

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É primeira vez que Lula se reuniu oficialmente com o Planalto após deixar a presidência (Foto: Lula Marques / Folhapress)

São Paulo – O presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), recebeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros dirigentes partidários em sua residência oficial, no Palácio do Jaburu, nesta quarta-feira (21). O tema do debate foi o relatório elaborado pelo deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) sobre a reforma política. Segundo Fontana, há consenso entre todos os partidos que estiveram representados na reunião em torno do financiamento público para as campanhas. Além de Lula, Fontana e Temer, estiveram presentes representantes do PT, PMDB, PDT, PSB e PCdoB.

“Esses cinco partidos defendem o financiamento público, com forte redução dos custos de campanha. Para termos realmente uma democracia, é preciso um processo em que todos tenham chance de ser candidatos. O financiamento público traz esse ganho para a democracia brasileira”, disse Fontana, ao deixar a reunião.

De acordo com o parlamentar, o financiamento público trará mais transparência ao processo eleitoral. O parecer de Fontana sobre a reforma prevê punição para empresários que fizerem doações para campanha política. Caso desrespeitem a lei, eles ficarão impedidos de participar de negócios com o setor público e de obter acesso a financiamentos de órgãos públicos.

O texto estabelece também um teto para gastos com campanha política. Pela proposta, no ano anterior ao pleito, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fará um cálculo e proporá um valor para as eleições.

A votação do parecer sobre a reforma política está prevista para 5 de outubro, na comissão especial da Câmara, segundo o deputado.

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