Os metroviários de São Paulo realizam uma greve de 24 horas desde a 0h de quinta-feira. Eles reivindicam o pagamento de participação nos resultados do Metrô. Grande parte do sistema estava parada, às 11h30. Segundo o Metrô, as estações abertas operavam graças aos cerca de 700 funcionários que foram convocados ao trabalho pelo plano de emergência, no total, a empresa tem 7.000 empregados. Como os convocados ocupam cargos de confiança no Metrô, o sindicato considera que a adesão à greve foi de 100%.
O movimento dos metroviários prejudica milhares de pessoas pois, mesmo que a categoria decida suspender a paralisação ainda nesta quinta, isso só ocorrerá no final da tarde.
Devido à deficiência no transporte público, o rodízio municipal de veículos foi suspenso e a frota de ônibus e trens, reforçada. O trânsito na cidade é ruim.
Representantes dos metroviários e do Metrô participam de uma audiência no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região, em São Paulo, às 15h. Depois da reunião, eles irão participar de uma assembléia na sede do sindicato, no Tatuapé (zona leste de São Paulo), para analisar uma eventual contraproposta da empresa.
No entendimento do TRT da 2ª Região, mesmo em greve, o metrô deve manter 85% dos trens em funcionamento nos horários de pico, sob pena de multa. Na última paralisação dos metroviários, em 14 de junho, sindicato e Metrô foram condenados a pagar 225 cestas básicas cada um como indenização pelos transtornos causados à população.
Estações
De acordo com o Metrô, às 9h, estavam em operação toda a linha 1, que liga o Jabaquara (Zona Sul) ao Tucuruvi (Zona Norte), e o trecho da linha 2 entre as estações Ana Rosa (Zona Sul) e Clínicas (Zona Oeste). Todas as estações que estavam em operação sofreram um atraso de mais de uma hora na abertura, deveriam ter começado a funcionar às 4h40, mas só começaram às 6h.
Nenhuma das estações das linhas 3, que liga Itaquera (Zona Leste) à Barra Funda (Zona Oeste), e da linha 5, que liga o Capão Redondo ao Largo 13 (ambos na Zona Sul), abriu. Na linha 2 permanecem fechadas as estações Vila Madalena, Sumaré, na Zona Oeste, e Chácara Klabin, Imigrantes e Alto do Ipiranga, na Zona Sul.
CET registra mais de 140 km de trânsito lento em São Paulo
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registra trânsito muito ruim na cidade de São Paulo. Às 09h09, havia 144 km de lentidão (o equivalente a 17,6% dos 818 km de vias monitorados pela prefeitura).
Não é possível comparar a lentidão desta quinta com as médias dos anos anteriores, já que a CET modificou a metodologia para medição do trãnsito em São Paulo.
O motorista encontra lentidão em vários trechos da marginal Tietê, na Radial Leste e nas avenidas da Zona Sul de São Paulo.
Devido ao movimento, o rodízio municipal de veículos foi suspenso e um esquema emergencial de ônibus foi acionado, medidas que aumentam o fluxo nas vias.
A marginal Tietê tem 6,1 km de lentidão na pista expressa, sentido Ayrton Senna. No sentido Castelo Branco, o congestionamento é de 7,8 km na pista local e 6,6 km na expressa.
Quem passa pela avenida dos Bandeirantes (Zona Sul) encontra 5,1 km de trânsito lento no sentido marginal Pinheiros. Já a Radial Leste tem 4,7 km de congestionamento no sentido centro e também 4,7 km no sentido bairro.