Política curiosa
A política brasileira realmente é muito curiosa. Por obra e graça do senador José Sarney (PMDB-AP), sua filha Roseana vai trocar o PFL pelo PMDB e ganhar um Ministério. Espera-se que, no desempenho da nova função, a ilustre parlamentar dedique-se ao trabalho com maior empenho. Afinal, Roseana tem sido inteiramente omissa em suas atividades no Senado. Nos dois primeiros anos de mandato, raríssimas vezes foi vista no plenário ou em alguma comissão. Ou seja, é considerada uma ausência que preenche uma lacuna. E o pai, como presidente do Senado, não pode desconhecer esse procedimento omisso da filha querida. A família gosta mais do poder executivo.
Inferno astral
Xuxa volta de Miami no próximo dia 22, abalada pela morte de uma amiguinha de sua filha Sasha, na Disneylândia. A menina teve um ataque cardíaco fulminante, depois de andar com Sasha na montanha russa, antes do Natal. Deprimida, Xuxa volta sem saber seu destino na TV Globo. O programa para crianças foi tirado do ar e na diretoria ninguém sabe o que fazer com a apresentadora, que está em fase de inferno astral.
Sexo
Na Suécia, fazer sexo barulhento de noite é motivo para despejo, mas durante o dia os casais podem estar à vontade.
Vietnã
A lembrança do Vietnã volta a assustar os americanos. Uma unidade da Guarda Nacional dos EUA autorizou que a TV CBS filmasse a chegada de seis caixões com corpos de soldados mortos no Iraque. A autorização desobedece instruções do Pentágono no sentido de não dar publicidade às baixas de militares norte-americanos no conflito. Na guerra do Vietnã (1964-1975), imagens semelhantes chocaram o país, que então conheceu a primeira derrota militar em sua história. No Iraque, contando-se os funcionários civis, já morreram mais de 1,5 mil americanos. E o número só faz aumentar.
Estilo
É impressionante a qualidade dos textos escritos por Lima Barreto no hospício. Em 1919, na noite de Natal, após vagar embriagado e delirante pelas ruas do subúrbio, Lima Barreto foi levado pela polícia ao Hospício Nacional de Alienados, na Praia Vermelha, onde ficaria internado até 2 de fevereiro. Tinha 38 anos e era um escritor consagrado, com a maior parte da obra já publicada. Mesmo assim, Lima Barreto deu entrada ali como indigente. Vale a pena ler esse diário do hospício, contido no recém-lançado "Cemitério dos Vivos". É uma lição de vida e estilo.