Pano rápido
Dois parlamentares conversavam ontem, pela manhã, em um supermercado, sobre a reforma ministerial. No caixa, eles ouviram a seguinte pergunta da funcionária: "Os senhores encontraram tudo o que estavam procurando?" "Não, minha filha", disse um deles, "na verdade, estamos procurando as promessas feitas por Luiz na campanha, mas está muito difícil de encontrar". A cena, obviamente, aconteceu em Brasília.
Foi engano
O aborto foi liberado meteoricamente no Brasil, mas 24 horas depois acabou proibido de novo. Uma norma do Ministério da Saúde autoriza médicos do Sistema Único de Saúde a fazer aborto em mulheres que aleguem ter engravidado após estupro, mesmo sem boletim de ocorrência ou outro documento que comprove a violência, porque o Código Penal é omisso nesses casos. Mas o presidente do Supremo, Nelson Jobim, disse que não é bem assim.
Genéricos
É da maior gravidade a denúncia do presidente da Associação Brasileira de Hospitais que diz "ter gente morrendo por causa da qualidade dos antibióticos". "Há muitas reclamações e nenhuma pesquisa para avaliar a eficácia dos medicamentos", confirmou Edson Yamamoto, da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Genéricos e similares são fabricados com matéria-prima comprada na Rússia, na China ou na Índia. E não há nenhum controle de qualidade.
Nudismo
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a legitimidade do nudismo na praia de Abricó, na zona oeste do Rio. A polêmica começou em 1994, quando a Secretaria Municipal de Meio Ambiente criou a área. Agora todos podem ficar à vontade.
Ecomóvel
A Assembléia Legislativa abriu licitação para comprar um ônibus ecomóvel. Aparelhado com laboratório para análise de qualidade da água e do ar, o veículo vai percorrer o Estado do Rio, fiscalizando o cumprimento da legislação ambiental. Seria importante que fosse dotado também de medidor de ruído, para combater a poluição sonora que inferniza nosso dia-a-dia.
Desonestos
Os empresários que bancam os espertinhos não perdem por esperar. A Câmara dos Deputados vai aprovar um projeto que considera crime contra as relações de consumo a prática de redução da quantidade do produto comercializado. Será instituída pena de detenção de três meses a um ano ao empresário que diminuir a quantidade, qualidade ou durabilidade de produto, sem informar a mudança na embalagem. A sopa vai acabar.
Na cadeia
A Câmara deve aprovar o projeto elaborado pela CPI dos Combustíveis, que está tramitando em regime de prioridade. A proposta pune com reclusão de três a dez anos e multa os crimes contra a ordem econômica e tributária, como lavagem de dinheiro. O relator do projeto na Comissão de Justiça, deputado Roberto Magalhães, é favorável à medida, que poderá encrencar a vida de muita gente famosa.
Geralda - a malvada, não se importa com o noticiário sobre os hospitais do Rio. Ela tem plano de saúde particular e nem liga para o sofrimento da população
Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026
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