Fontes militaeres israelenses admitram que colonos decididos a resistir à retirada dos assentamentos de Jómesh e Sa-Nur, no norte da Cisjordânia, estão armazenando armas de fogo e preparam granadas de fragmentação.
Duas divisões militares e efetivos da Polícia Nacional, entre estes os agentes para a luta antisubversiva, a polícia de fronteiras e a polícia montada, serão encarregados da tarefa de desalojar os cerca de 2 mil de ultranacionalistas, conhecidos como os jovens das colinas. Esta retirtada deve começar nesta terça-feira.
O secretário de Sa-Nur, Iosi Dagán, disse aos jornalistas que essas notícias divulgadas por fontes militares são uma manipulação de opinião pública e garantiu que vão resistir ao desalojamento de forma racional, isto é, sem recorrer às armas.
O Exército se dispõe a usar a força e o comandante das Forças Armadas, general Dan Halutz, advertiu em entrevista ao Canal 1 da televisão pública que a em Jómesh e Sa-Nur a retirada será mais difícil que em Gaza.
As primeiras unidades do Exército israelense encarregadas do despejo do assentamento de Netzarim, o último da Faixa de Gaza, entraram na madrugada desta segunda-feira sem problemas para fazer a retirada de seus moradores, uma centena de famílias.
O acesso das forças aconteceu depois das orações nos lares antes do café da manhã, e em princípio, não se espera resistência por parte dos colonos, que ao meio-dia vão celebrar uma cerimônia de despedida na sinagoga da comunidade.
Chefes militares asseguravam que, ao contrário de outros assentamentos evacuados em meio a distúrbios e insultos, os colonos de Netzarim terão uma conduta digna no momento do despejo.
Só duas famílias de Netzarim abandonaram suas casas por vontade própria antes de começar o despejo à força de todos os assentamentos.