Um homem de um grupo de colombianos presos pela polícia da Venezuela como suspeitos de serem paramilitares enviados ao país para derrubar o presidente Hugo Chávez disse na quinta-feira que foi recrutado sob a promessa de receber uma carteira de identidade venezuelana para "votar em Chávez".
Sua confissão, transmitida por emissoras de televisão privadas, levou mais confusão sobre quem trouxe os colombianos para uma fazenda próxima a Caracas. Mais de 100 homens estão detidos desde domingo por forças de segurança venezuelanas.
O esquerdista Chávez afirma que o grupo é uma força "terrorista" paramilitar organizada pelos seus inimigos na Venezuela, Colômbia e Miami, que foi treinada para tirá-lo do poder ou matá-lo.
Mas alguns líderes oposicionistas acreditam que eles foram trazidos por agentes do governo que têm o intuito de criar uma operação para desacreditá-los ao ligá-los com esforços violentos para derrubar o presidente.
A polícia de segurança descobriu outro colombiano escondido na fazenda nesta quinta-feira. Enquanto ele era preso, repórteres perguntaram como e quem o havia trazido para a Venezuela.
O homem, com seu rosto encoberto por uma camisa verde, não identificou quem o recrutou. "Eles me disseram, 'você quer trabalhar?' e eu disse 'Sim"',Eles nos disseram que viriam aqui...e nos dariam uma carteira de identidade venezuelana e que nós iríamos votar em Chávez", disse acrescentando ser de Cucuta, na Colômbia.
O presidente venezuelano enfrenta a possibilidade de um referendo em agosto, promovido pelos seus opositores que o classificam como ditador. O referendo, se realizado, vai determinar se Chávez continuará ou não no poder.
Outros dos colombianos entrevistados disseram que vieram à Venezuela pela promessa de um trabalho na fazenda.