Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Colombiana Bavaria se diz pronta para enfrentar InBev no Peru

Uma política de preços recém lançada no Peru vai ajudar a cervejaria colombiana Bavaria a enfrentar a gigante InBev quando a companhia belga entrar no mercado peruano este mês. A Bavaria, dona de 99% do mercado de cerveja colombiano e peruano, informou que as vendas no Peru aumentaram 6,3%, excluindo os produtos da PepsiCo, durante o primeiro trimestre do ano, comparado ao mesmo período de 2004. A Bavaria anunciou na sexta-feira que o lucro líquido caiu para 5,8 bi de pesos. (Leia Mais)

Segunda, 02 de Maio de 2005 às 14:19, por: CdB

Uma política de preços recém lançada no Peru vai ajudar a cervejaria colombiana Bavaria a enfrentar a gigante InBev quando a companhia belga entrar no mercado peruano este mês.

A Bavaria, dona de 99% do mercado de cerveja colombiano e peruano, informou que as vendas no Peru aumentaram 6,3%, excluindo os produtos da PepsiCo, durante o primeiro trimestre do ano, comparado ao mesmo período de 2004.

- Esse resultado demonstra que nossa estratégia de marketing está funcionando e que estamos prontos para competir com a InBev, que anunciou sua entrada no mercado peruano para maio de 2005 - disse a analistas o vice-presidente financeiro da empresa, Mauricio Restrepo, em uma conferência telefônica.

Ele afirmou que a empresa está se preparando para maximizar suas receitas no Peru com um plano de preços que vai impulsionar várias marcas para consumidores com diferentes tamanhos de bolso.

- Nossas cervejas no Peru tinham todas os mesmos preços até muito recentemente - afirmou Restrepo.

- No fim do ano passado, nós introduzimos uma política de segmentação para fixá-los entre 6 e 17% abaixo do preço de referência para dar aos consumidores mais alternativas e diferenciar nossas marcas do resto do mercado.

A Bavaria, que está em busca de um parceiro estrangeiro e tem sido alvo de insistentes rumores de aquisições, anunciou na sexta-feira que no primeiro trimestre o lucro líquido caiu para 5,8 bilhões de pesos (2 milhões de dólares) em relação aos 22,2 bilhões de pesos registrados nos primeiros três meses de 2004. Segundo a companhia, o recuo deveu-se maiores taxas de juros, comissões e custos de amortização.

As vendas líquidas da segunda maior cervejaria da América do Sul aumentaram para 1,18 trilhão de pesos (496 milhões de dólares), em relação ao 1,14 trilhão de pesos do ano anterior, informou a empresa.

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