A Colômbia declarou deserta a licitação para a compra de 22 aeronaves de combate da Embraer por US$ 234 milhões, mas acrescentou que iniciará uma negociação direta com a empresa brasileira para adquirir os aviões.
A Embraer foi a única fabricante que apresentou oferta à Colômbia para vender aviões Super Tucano, mas não incluiu alguns elementos complementares, como um simulador de vôo, exigidos no processo, informou o Ministério da Defesa.
"(A licitação) foi declarada deserta, de acordo com o parecer emitido pelos comitês jurídico e técnico", disse o ministério. - Na avaliação da proposta notou-se que a empresa não ofereceu o simulador de vôo nem a capacitação relacionada - explicou o comandante da Força Aérea Colombiana, general Edgar Lesmez.
Procurada, a assessoria de imprensa da Embraer informou que a companhia não comenta licitações ou negociações em andamento.
O Ministério da Defesa anunciou que, segundo suas atribuições legais, iniciará uma negociação direta com a Embraer para a compra das aeronaves. O contrato pode se converter na maior compra de equipamento militar da história recente do país.
O vice-ministro da Defesa, Jorge Mario Eastman, informou que a Colômbia terá uma melhor capacidade de negociação e assegurou que a compra será feita. - O país vai ter os aviões que necessita para vencer a guerra contra o terrorismo - disse Eastman.
Os aviões que serão comprados vão substituir os modelos OV-10 e A-37, que têm cerca de 35 anos de serviço, e serão utilizados para fortalecer a Força Aérea e combater o narcotráfico, a guerrilha esquerdista e os esquadrões paramilitares de ultradireita. A Força Aérea da Colômbia conta atualmente com aviões K-Fir, de fabricação israelense, e Mirage M-5, franceses.
Colômbia negociará compra de aviões militares com Embraer
Sexta, 05 de Agosto de 2005 às 07:53, por: CdB