Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Colômbia diz que não entregará general a Equador

Quinta, 15 de Outubro de 2009 às 08:13, por: CdB

A Colômbia rejeitou na quarta-feira o mandado de prisão expedido por um juiz equatoriano contra o comandante das Forças Armadas colombianas, por causa do ataque do ano passado contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Bogotá acrescentou que é necessário resolver esse problema antes de normalizar suas relações com Quito.

– Expresso nossa dor, nosso rechaço à decisão do juiz equatoriano de ordenar a captura do sr. general Freddy Padilla de León, comandante das nossas Forças Militares – disse o presidente Alvaro Uribe a jornalistas.

– Nós temos todo o propósito de avançar no restabelecimento das relações com o governo da irmã república equatoriana, e necessitamos de toda a proteção aos nossos comandantes, a nossos soldados a nossos policiais – acrescentou Uribe.

A Justiça equatoriana envolveu Padilla num processo pelo bombardeio colombiano que matou 25 pessoas, inclusive o dirigente guerrilheiro Raúl Reyes, num acampamento das Farc na selva equatoriana, em março de 2008. O incidente levou ao rompimento das relações diplomáticas entre os dois governos.

O ex-ministro colombiano da Defesa Juan Manuel Santos já havia tido sua prisão e extradição solicitada nesse processo, o que provocou uma enérgica reação do governo Uribe, que prometeu defendê-lo em qualquer cenário jurídico.

"O governo da Colômbia não reconhece a jurisdição extraterritorial da Justiça equatoriana para investigar e julgar funcionários e ex-funcionários colombianos, tal como ficou expresso no comunicado conjunto publicado no último 24 de setembro em Nova York", disse nota oficial.

A Colômbia propôs discutir o assunto como parte do diálogo estabelecido pelos dois governos para tentar retomar as relações.

Paralelamente, o governo colombiano propôs adiar a reunião da Comissão Binacional Fronteiriça prevista para a próxima sexta-feira em Ibarra, no Equador.

"A Colômbia reitera ao governo do Equador a necessidade de encontrar uma solução para este problema, para avançar na normalização das relações diplomáticas", disse a nota do governo, divulgada antes das declarações de Uribe.

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