O governo da Colômbia foi autorizado, na última terça-feira, a comprar 24 aviões de ataque, pelo valor total de US$ 234,5 milhões. O objetivo é aumentar a capacidade da Força Aérea no combate aos grupos armados irregulares e ao narcotráfico. A informação é do ministério da Defesa.
Há dois anos, a compra de 24 aviões Tucano, da Embraer, foi suspensa na última hora pelo governo de Alvaro Uribe, sob a pressão das autoridades norte-americanas. A aquisição dos 24 aviões turboélice é 'urgente' para substituir os A-37 e OV-10, que têm 35 anos de uso e cuja capacidade 'foi reduzida significativamente, criando sérios riscos para a segurança interna', destacou o ministério.
O Conselho Nacional de Política Econômica e Social (Conpes) avalizou a 'realização de operações de crédito externo totalizando US$ 234,5 milhões para a aquisição do sistema de aviação de combate', revelou o ministério da Defesa.
- Com isto se busca fortalecer a capacidade da Força Aérea Colombiana (FAC) para exercer o controle do espaço aéreo, realizar missões contra o narcoterrorismo e desenvolver operações conjuntas em todo território nacional - disse o ministro.
O ministério da Defesa assinalou que o processo de compra - se desenvolverá buscando a ampla participação dos ofertantes, preferencialmente mediante negociações de governo para governo, com a divulgação pública das condições do negócio.
Há dois anos, após o fracasso da venda dos Tucanos para a FAC, a imprensa colombiana divulgou uma carta do chefe do Comando Sul americano, general James Hill, que informava que o Congresso dos Estados Unidos não via com bons olhos a compra de material bélico de outros países com os 2,6 bilhões de dólares entregues por Washington a Bogotá dentro do Plano Colômbia.
Os então ministros da Defesa e Fazenda, Martha Lucía Ramírez e Juan Manuel Santos, admitiram que o Comando Sul americano não recomendou a comprar os Tucanos, aconselhando a reforma dos OV-10 e A-37, a cargo de empresas norte-americanas. A postura do Comando Sul foi interpretada no Brasil como uma ação direta de Washington contra a Embraer e a favor das empresas americanas.
Colômbia autoriza compra de 24 aviões militares
Quarta, 30 de Junho de 2004 às 01:41, por: CdB