Um surto de cólera no Senegal, que coincidiu com uma peregrinação anual muçulmana, matou 117 pessoas no mês passado, a pior epidemia em quase uma década, disse uma autoridade de saúde nesta quinta-feira.
A doença, transmitida pela água, infectou centenas de pessoas que viajavam em peregrinação à cidade de Touba, no Senegal, há um mês, aumentando o risco de disseminação e saturando o atendimento básico dos serviços de saúde.
"Nós temos registrado 117 mortes de um total de 8.926 casos (desde 28 de março)", disse à Reuters o diretor do departamento de saúde pública, Babacar Drame.
Segundo Drame, a situação estava sob controle, e seis das 11 regiões afetadas estão livres da doença, uma infecção intestinal transmitida por água e alimentos contaminados.
Em 2004, a cólera matou 11 pessoas no Senegal e foram registrados 1.371 casos, segundo dados do Ministério da Saúde. O pior surto até agora da doença no país da África Ocidental foi no fim de 1995 e 1996.
Os sintomas são vômito e diarréia, e a doença pode levar à uma desidratação severa e causar a morte no período de 24 horas.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que mais de 1.600 pessoas morreram vítimas da cólera em 2004 na África Ocidental.