Rio de Janeiro, 20 de Outubro de 2026

Coiab defende educação bilíngüe na Amazônia

A coordenadora de Infância e Juventude da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) em Rondônia, Waldeíza Karitiana, defendeu esta semana, em Manaus, a educação bilíngüe nas escolas de ensino fundamental na região amazônica. (leia mais)

Quinta, 28 de Agosto de 2008 às 12:34, por: CdB

A coordenadora de Infância e Juventude da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) em Rondônia, Waldeíza Karitiana, defendeu esta semana, em Manaus, a educação bilíngüe nas escolas de ensino fundamental na região amazônica. Para ela, os poderes públicos municipal e estadual precisam reforçar essa modalidade de ensino nas escolas da Amazônia, sob pena de prejudicar a preservação da cultura indígena no país.

- Acho que as crianças do ensino infantil deveriam aprender mais sobre as línguas indígenas. Tem criança indígena que nasce na cidade e que já não sabe mais falar a língua de seus pais. Manter essas línguas é o mais importante para preservar a cultura e a tradição de nossos povos - declarou.

Waldeíza Karitiana participa nesta semana em Manaus da programação desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no seminário Articulação da Agenda Criança Amazônia. Ela ressaltou sua preocupação com a violência que atinge mais de 59 etnias em Rondônia.

- Nossos povos estão sofrendo com a violência física. Tem havido seqüestros de indígenas e muitas outras situações que deixam nossos povos ameaçados - disse.

Em toda a Amazônia, há cerca de 9 milhões de crianças e adolescentes. O percentual representa praticamente 40% da população da região. Dados da educação, segundo o Unicef, revelam que a Amazônia ainda registra as menores proporções de crianças em creches e pré-escolas, 8% e 64,2%, respectivamente. Nessa região, mais de 92,2 mil adolescentes são analfabetos e cerca de 148 mil crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, estão fora da escola. As crianças negras e indígenas estão entre os piores indicadores.

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