O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse na quinta-feira estar determinado a que não se repita, em Londres-2012, o vazio visto em diversos estádios na Olimpíada deste ano em Pequim.
Apesar de em julho o comitê organizador local ter declarado que todos os ingressos estavam esgotados, era possível ver vastos trechos vazios nas arquibancadas durante os Jogos de agosto.
- Estamos tentando analisar por que havia assentos vazios, é difícil encontrar a razão exata - disse Gilbert Felli, diretor executivo de Jogos Olímpicos do COI, a jornalistas ao final de uma semana de avaliações da entidade sobre os jogos de Pequim, em Londres.
- Dizem que foi porque demos ingressos demais aos nossos parceiros , mas isso não é justo, porque acho que vocês vão descobrir que esses estavam sentados nos seus lugares - disse.
- É uma questão difícil. Às vezes as pessoas não querem ficar sentadas durante eventos longos. Além disso, discussões que tivemos com nossos parceiros do Bocog sugerem que os ingressos foram destinados a diferentes grupos de toda a China, que às vezes não vieram - afirmou.
Em algumas competições de tênis, ginástica e vôlei de praia, a organização colocou centenas de voluntários vestidos de amarelo para preencher as arquibancadas.
Por outro lado, famílias de competidores britânicos se queixaram da dificuldade de conseguir ingressos, e alguns tiveram de perder dinheiro nas mãos de cambistas, como foi o caso dos parentes da nadadora medalhista de ouro Rebecca Adlington.
A Associação Olímpica Britânica disse estar em discussão com o comitê organizador dos Jogos de Londres (Locog) para garantir que parentes de primeiro grau dos atletas tenham ingressos.
O executivo-chefe do Locog, Paul Deighton, prometeu que assim será. "Haverá uma distribuição que cuidará disso", afirmou.
O ex-atleta Sebastian Coe, presidente do Locog, disse que a discussão sobre Pequim forneceu lições valiosas para os preparativos de Londres-2012.
Segundo ele, apesar da crise econômica global a capital britânica está confiante em cumprir as promessas feitas ao COI durante o processo seletivo.
- Estamos absolutamente comprometidos com as promessas que fizemos - disse Coe a jornalistas.
- Não consigo pensar em nenhum projeto que seja mais importante para Londres no momento do que os Jogos Olímpicos - afirmou.